<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817</id><updated>2011-07-08T06:00:30.338-07:00</updated><category term='mobilidade'/><category term='apartheid'/><category term='memória'/><category term='Segurança Pública'/><category term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><category term='africa do sul'/><category term='toque de recolher'/><category term='história'/><title type='text'>Terceira Margem do Rio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-5826087385824475641</id><published>2010-08-01T12:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T12:40:02.059-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mobilidade'/><title type='text'>Convencido!</title><content type='html'>&lt;div class="descricao"&gt;             &lt;div class="data-edicao hoje"&gt;               &lt;span class="data"&gt;31/07/2010 | N° 12006. Jornal de Santa Catarina.&lt;/span&gt;             &lt;/div&gt;             &lt;h4 class="tipo-h"&gt;               CLÓVIS REIS             &lt;/h4&gt;             &lt;a href="mailto:clovis.reis@santa.com.br"&gt;clovis.reis@santa.com.br&lt;/a&gt;           &lt;/div&gt;                       &lt;br /&gt;&lt;ul class="notas"&gt;&lt;li class="tipo-c"&gt;                 &lt;h2 class="tipo-c"&gt;                   Só tem um jeito: o ônibus                 &lt;/h2&gt;                 &lt;p&gt;                   Os congestionamentos provocados pela reforma da                   Rua 7 de Setembro reacenderam o debate sobre a                   crise de mobilidade urbana, o apagão                   viário que ronda Blumenau durante                   determinados horários do dia. Por mais que                   se dê voltas ao problema, a resposta                   é sempre a mesma: a melhor maneira de                   desafogar as nossas ruas passa pelo uso dos                   ônibus. Se mais gente usasse o transporte                   coletivo, haveria menos carros nas ruas e o                   tráfego fluiria com mais rapidez.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Já disse em outras ocasiões que eu                   mesmo resisti à tese acima. O professor                   Ricardo Machado, o empresário Eldon Jung,                   aquele debate que a RBS promoveu sobre mobilidade                   urbana, todos foram aos poucos me convencendo de                   que a melhor alternativa para o nosso                   trânsito é o ônibus.                   Não importa o ângulo pelo qual se                   examine a questão (economia,                   segurança, responsabilidade ambiental                   etc.), todas as análises apontam para a                   mesma conclusão. A                   recuperação do transporte coletivo,                   conjugada com o emprego de meios alternativos                   para o deslocamento, como é o caso da                   bicicleta, é a solução mais                   barata, rápida e ecologicamente                   consequente para que a cidade tenha um                   trânsito mais humano.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  Por isso, tenho tantas expectativas sobre as                   mudanças que se anunciam com a                   implantação dos corredores                   exclusivos para o transporte coletivo. A medida                   produzirá um impacto forte nas ruas,                   favorecendo a passagem dos ônibus em                   detrimento dos carros particulares. O Seterb tem                   a obrigação – isso mesmo,                   obrigação! – de fazer a coisa                   funcionar. Se houver mais ônibus, se eles                   forem mais ágeis que os outros                   veículos, se oferecerem mais conforto,                   não haverá razão que                   impeça uma mudança de                   hábitos, para que as pessoas, enfim,                   deixem o carro em casa e venham para o trabalho,                   a escola e os demais compromissos empregando o                   sistema público de transporte.&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                  A desmoralização da proposta vai                   acontecer se ônibus e carros continuarem                   parados, como está ocorrendo agora na                   reforma da Rua 7 de Setembro. Aí sim,                   seria o fim, o caos com o qual já contam                   alguns leitores que postaram seus                   comentários no blog Trânsito no Vale                   (www.santa.com.br). De minha parte, conservo uma                   ponta de esperança. Acredito que o Seterb                   tenha compromisso com o presente e o futuro de                   Blumenau.&lt;br /&gt;                  &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-5826087385824475641?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/5826087385824475641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/08/convencido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/5826087385824475641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/5826087385824475641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/08/convencido.html' title='Convencido!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-8706788472266575261</id><published>2010-07-31T18:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T18:56:03.915-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='toque de recolher'/><title type='text'></title><content type='html'>“Toque de recolher é populismo”&lt;br /&gt;Entrevista RICARDO MACHADO, PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA FURB para o Jornal de Santa Catarina no dia &lt;span class="data"&gt;13/08/2009 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas contra o toque de recolher não partem apenas das entidades de defesa dos direitos da criança e adolescente. Na universidade, especialistas também discutem os riscos da implantação da medida. O professor do Departamento de História da Furb Ricardo Machado se posiciona contrário à proposta baseado no argumento de que a aplicação da prática resultaria em maior segregação social. Em entrevista ao Santa, ele falou sobre a necessidade de aprofundar o debate sobre soluções efetivas para a segurança pública e o futuro dos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal de Santa Catarina - Por que do posicionamento contrário ao toque de recolher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado - Ele vem com outras medidas repressoras da vida urbana e que são resultado de uma política do medo. E o medo nas sociedades modernas é a melhor forma de garantir o controle. O governo precisa buscar informações sobre esse universo, inclusive as produzidas pela universidade. Comumente se propõe, através de estratégias populistas, resolver o problema numa medida imediatista, mas não se discute as questões a fundo. É perigoso porque inviabiliza os verdadeiros temas que a cidade precisa discutir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - Qual seria a solução então? Como reduzir os índices de criminalidade envolvendo adolescentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Primeiro é preciso reconhecer que realmente há um número significativo de ocorrências policiais envolvendo adolescentes. Medidas como o toque de recolher só ocorrem nas sociedades democráticas em casos extremos, de conflitos urbanos intensos ou guerra. Para implantá-lo, precisaríamos de uma grande justificativa, nós não temos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - Quais seriam essas medidas tradicionais? Educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Uma delas, mas não só. Basta ver a ausência desses mesmos vereadores que propõem esse tipo de medida no debate cultural e educacional da cidade e uma série de extinção de medidas assistenciais que a cidade vem tendo. Ao mesmo tempo se retira o Estado das medidas assistenciais e se coloca o Estado nas medidas repressivas. Isso é problemático. A juventude precisa viabilizar um espaço de visibilidade e status social. O que é permitido ser para nossa juventude? É possível ser músico, artista, intelectual, trabalhador? Não sei, talvez está se impossibilitando essas outras identidades e a violência é uma das formas de reagir a essas impossibilidades de futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - O que é mais preocupante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Cidades são formadas por diferentes grupos e não podem ser pensadas como espaços homogêneos, temos de lidar com as diferenças. É um erro achar que a cidade pode ser homogenizada e todas essas políticas – o toque de recolher, a proibição de bebidas alcóolicas nas praças, as câmeras nas ruas, o fim dos malabaristas – criam uma cidade ilusória, que não permite a diversidade. Está claro nos discursos que essas medidas representam preconceito social com as populações mais empobrecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - Quais seriam os riscos no caso de implantação do toque de recolher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Os perigos de todas essas medidas que eu citei, é justamente criar um maior nível de segregação espacial e social, ao invés de diminuir, aumentam-se os conflitos. Com esta segregação fica evidente sobre quem vai recair essas medidas. Não é sobre a classe média, bem vestida e que vive no shopping no final de semana. É sobre outras populações, mesmo aquelas que não estão cometendo delito, mas que ocupam os espaços de forma diferente. Então, tende-se a reagir de uma maneira muito mais intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - Além dos vereadores, a comunidade de forma geral defende o toque de recolher como solução e cobra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Os vereadores incorporam essa linguagem que vem sendo trazida da sociedade. Isso também é resultado dos discursos que são produzidos pela sociedade, tanto discursos do campo oficial, das instituições, que falam em nome disso, taí o poder público que fala em nome de uma concepção de cidade e de vida urbana. E a própria imprensa tem um papel nisso. Uma imprensa que fala somente de violência, que dá ênfase nisso, cria uma situação de medo. E o medo é uma das formas de inviabilizar muitos projetos de sociedade, inclusive políticos, da vida urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa - O que podemos vislumbrar quanto ao impacto dessas medidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado - Cidades modernas se constituem a partir da possibilidade de encontro com a diferença. As cidades contemporâneas têm investido no processo de higienização do espaço, cria-se uma imagem, um simulacro, algo fotográfico, mas é perigoso porque cria do outro lado uma sociedade amedrontada. A classe média, fechada, diante de seus muros também não é pra sempre. A sociedade que pune e cria o toque de recolher é a mesma que precisa viver dentro de condomínios fechados, cercada por normas de segurança, dentro de shopping centers, dentro de seus automóveis, esse esvaziamento da vida pública é ruim para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-8706788472266575261?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/8706788472266575261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/07/toque-de-recolher-e-populismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/8706788472266575261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/8706788472266575261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/07/toque-de-recolher-e-populismo.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-1902059753081340997</id><published>2010-05-27T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T17:22:28.368-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='africa do sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apartheid'/><title type='text'>História e Memória do Apartheid na África do Sul</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText 	{mso-style-noshow:yes; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} span.MsoFootnoteReference 	{mso-style-noshow:yes; 	vertical-align:super;} a:link, span.MsoHyperlink 	{color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} span.shorttext 	{mso-style-name:short_text;}  /* Page Definitions */  @page 	{mso-footnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/Machado/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fs; 	mso-footnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/Machado/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fcs; 	mso-endnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/Machado/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") es; 	mso-endnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/Machado/CONFIG~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") ecs;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;História e Memória do Apartheid na África do Sul &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b style=""&gt;Por Ricardo Machado&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Este ano a África do Sul foi colocada no centro das atenções da mídia internacional devido a realização do campeonato mundial de futebol. De uma maneira geral, as atuais representações sobre o país reproduzem uma continuidade daquilo que Edward Said chamou de orientalismo&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Segundo ele, através de um conjunto de descrições sobre este outro não ocidental, buscou-se reforçar elementos do exotismo, sexualidade, primitivismo como uma forma de formar o próprio conceito de oriente em oposição ao de ocidente. Se para Said foi a literatura e as artes visuais que tiveram o papel de construir estas imagens no século XIX, hoje as imagens televisivas e a publicidade, em sua nova roupagem multicultural, apresentam a África do Sul&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; através dos elefantes, selvas e povos nativos. Não significa dizer que a estas realidades não existam, mas de que o investimento discursivo sobre estas imagens construíram unidades e efeitos de verdade que acabam definindo uma única identidade na forma de olhar para esta regiões do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Recentemente pude conhecer algumas das principais cidades sulafricanas. Isto me permitiu conhecer outros elementos desta África do Sul contemporânea. Atualmente é um país que se inseriu na globalização como uma das principais economias do mundo, mas que por outro lado, ainda luta para construir uma unidade nacional, resolver os novos conflitos étnicos surgidos com o fim do apartheid e, sobretudo, resolver desigualdades sociais e os problemas de saúde pública. Diante destes desafios, o país vivencia um significativo investimento na política de memória que busca dar sentido à África do Sul de hoje. Por isso, neste texto, me aterei mais especificamente ao tema da história recente deste país e os investimentos na memória através da descrição e problematização de alguns dos principais lugares de memória, como museus e monumentos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No centro da Cidade do Cabo&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde encontramos o núcleo político e administrativo da cidade, com antigas construções portuguesas, holandesas e inglesas, fica o Museu da Escravidão, conhecido como &lt;i style=""&gt;Slave Lodge Museum&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. O prédio foi construído ainda no século XVII para abrigar escravos da Companhia das Índias e atualmente abriga uma ampla coleção de peças e reproduções sobre a história da escravidão. Neste caso, o que impressiona é a possibilidade de compreender esta história vista do outro lado do Atlântico. Afinal, a história da escravidão estabeleceu a ligação, de pessoas e mercadorias através dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. Além disso, no período em que estive na cidade, estava justamente acontecendo no &lt;i style=""&gt;Slave Lodge&lt;/i&gt; uma exposição itinerante que rememorava os trinta anos da morte de &lt;i style=""&gt;Bantu Stephen Biko&lt;/i&gt;. Através de amplos estandartes com fotografias e textos, a exposição recontava a trajetória pessoal de &lt;i style=""&gt;Biko&lt;/i&gt; e sua relação com outros movimentos de resistência ao apartheid. Líder fundamental do movimento Consciência Negra, em 1977 foi torturado até a morte pelo governo, no auge do regime do apartheid. Atualmente sua memória muitas vezes é polarizada com a imagem que se construiu de Mandela. Enquanto Biko incorpora a radicalidade à sua imagem, Mandela é signo da moderação que tornou a África do Sul possível após o fim do regime.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na Ilha &lt;i style=""&gt;Robben&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,&lt;/i&gt; à onze quilômetros da costa da Cidade do Cabo, situa-se a prisão que durante 27 anos abrigou Nelson Mandela. Originalmente, local de isolamento de leprosos, doentes mentais, já desde o século XIX serviu como prisão para presos políticos. Evidentemente, sua estrutura de segurança máxima vai se constituindo na medida em que o apartheid vai se consolidando, afinal a resistência a este regime aconteceu de formas diferentes, mas sempre de maneira permanente. A prisão desativada, hoje se configura como um museu e é um dos que possui maior apelo turístico na cidade. Para chegar até a ilha o acesso é feito por uma luxuosa escuna que parte do &lt;i style=""&gt;Waterfront&lt;/i&gt; (local que mistura entretenimento e compras, e onde a classe média da cidade e turistas ricos se sentem mais a vontade, afinal, apesar do exotismo de alguns ambientes, o local reproduz muito o estilo globalizado das redes de &lt;i style=""&gt;fast-food).&lt;/i&gt; É um local fundamental para entender o sincretismo entre entretenimento e cultura, tão comuns nas políticas de patrimônio em todo o mundo. A visita à prisão na ilha não traz muito daquilo esperado em um museu, pois o que há de importante são os muros, as celas, as cercas e fundamentalmente, o relato do guia que se apresenta como antigo preso político. Ao longo de toda a visita, a presença de seu relato, muitas vezes carregado de emoção, é constante e permanente. Novamente, interessa refletir sobre as políticas de memória como a construção de uma unidade discursiva sobre o passado, e em mundo onde o turismo passa a dar valor à cultura, esta unidade está intimamente implicada com as possibilidades de afirmação política e econômica do tempo presente. Da mesma forma, a visita tem o seu ponto auge, de maneira quase ritualística, na visita da cela &lt;st1:personname productid="em que Mandela" st="on"&gt;em que Mandela&lt;/st1:personname&gt; ficou aprisionado. Uma cela como todas as outras, mas que neste caso sua originalidade é o sentido dado pelo investimento simbólico da biografia de Mandela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na cidade do Cabo, o museu que mais me impressionou foi o &lt;i style=""&gt;Distrit Six Museum&lt;/i&gt;. A região do Distrito Seis fica muito próxima do centro da cidade e de lugares socialmente privilegiados perto da conhecida &lt;i style=""&gt;Table Montain.&lt;/i&gt; Desde o início do século XX era considerada uma área cosmopolita, na medida em que ali viviam distintos grupos étnicos como xhosas, malaios, indianos, africânderes pobres ou imigrantes de outras regiões do continente. Nos anos de 1960 esta diversidade presente no distrito foi considerada um “problema social” para Partido Nacional&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o que levou a remoção de 60.000 pessoas que viviam no local e a completa destruição das habitações (conservando-se somente alguns templos religiosos). Com o fim do apartheid e por iniciativa dos próprios ex-moradores foi criado o Museu do Distrito Seis. Sua coleção é composta das fotografias, objetos e lembranças individuais e das famílias que ali viveram. No chão do museu há um grande mapa, onde se reconstitui as ruas originais do distrito. Até hoje sua gestão é de caráter comunitário, e mais do que um museu, o espaço funciona como um lugar de encontro para o ex-moradores ou aqueles que se identificam com sua história. Este processo de organização do museu e mobilização comunitária levou a reivindicação das terras e casas dos antigos moradores e seus descendentes. Desde 2004 há um processo de regresso destes para o Distrito Seis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na cidade de Johanesburgo, o bairro de Soweto se transformou no território fundamental para conhecer a história da luta contra o apartheid. As ruas, igrejas e a antiga casa de Mandela são hoje apropriados como lugares de memória no bairro. Certamente, destes lugares, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o mais significativo em Soweto é o Monumento e Museu Hector Pieterson. O museu narra a história das manifestações de estudantes contra a obrigatoriedade do ensino do africâner&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; nas escolas. Em junho de 1976, cerca de dez mil estudantes caminhavam em protesto até um ginásio, onde haveria um comício e foram duramente reprimidos, levando a morte de mais de quinhentas pessoas, dentre eles o jovem de 12 anos, Hector Pieterson. Se durante décadas o mundo fechou os olhos para o sistema de segregação na África do Sul, a imagem de Hector baleado ganhou o mundo e levou ao lento desgaste político internacional do regime. No museu, além dos relatos e imagens do acontecimento, usa-se grandes janelas de vidro com indicações de texto como parte da exposição, ou seja, a própria paisagem de fora do museu foi museificada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Também do lado de fora do museu há um grande monumento com a histórica fotografia de Hector&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Pieterson, onde lê-se: “&lt;span class="shorttext"&gt;&lt;span style="background: white none repeat scroll 0% 0%; -moz-background-clip: border; -moz-background-origin: padding; -moz-background-inline-policy: continuous;color:black;" &gt;Em honra dos jovens que deram suas vidas na luta pela liberdade e pela democracia”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para encerrar é preciso ainda tratar do Museu do Apartheid&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn9" name="_ftnref9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;st1:personname productid="em Johanesburgo. A" st="on"&gt;em Johanesburgo. A&lt;/st1:personname&gt; grandiosidade e dinamismo deste museu é talvez a maior ilustração do investimento na memória pela África do Sul contemporânea. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Para acessar a entrada é preciso passar por uma rampa, onde em tamanho real depara-se com imagens de pessoas de costas. Não há como saber se são brancos ou negros. Somente ao ultrapassá-los que é possível identificar. E neste processo constante de identificação e separação que o visitante do museu passa a ser envolvido. Ao chegar na porta do museu todo visitante passa a ser identificado pela cor de sua pele, o que garante acessos distintos ao prédio. Assim, a exposição se apresenta em forma de um grande labirinto, onde você acompanha o movimento de outras pessoas em outros caminhos e que conforme a cor de sua pele você não acessa da mesma forma. Desta maneira o visitante também é marcado pela diferença e passa entender que a segregação era sentida principalmente nas possibilidades de acesso aos espaços. Além disso, o Museu do Apartheid é constituído de um impressionante acervo de imagens, filmes, objetos que são expostos de maneira extremamente interativa, estimulando os visitantes tocarem e serem tocados pela história. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Estes e outros museus e monumentos se tornaram ponto de encontro fundamental para tornar possível a África do Sul após o fim oficial do Apartheid em 1990. Afinal, não se constrói uma unidade nacional somente incorporando novas cores na bandeira&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn10" name="_ftnref10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Um dos elementos mais ilustrativos de uma política da memória deste processo é a organização da Comissão Verdade e Reconciliação, encabeçada pelo bispo Desmond Tutu. Esta comissão tomou a busca pela verdade e a legitimação da memória dos desaparecidos como elemento central de sua ação. A história do apartheid só poderia ser conhecida com maiores detalhes com a colaboração daqueles que foram agentes da violência do regime. Por isso, a Comissão Verdade e Reconciliação organizou verdadeiros “julgamentos” públicos onde aqueles que foram acusados de terem cometidos crimes durante o apartheid, somente ganhariam anistia se estivessem dispostos a falar abertamente diante da comunidade e familiares dos desaparecidos sobre as violações que cometeram. Dito de outra maneira: o perdão só seria possível se os agentes do apartheid declarassem publicamente seus crimes. O direito à memória das vítimas pelas suas famílias e comunidades foi ponto chave para estabelecer a justiça: mesmo que esta justiça implicasse o perdão do carrasco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas estes investimentos na memória não estão separados de uma política do tempo presente, afinal, a busca pela verdade e o direito à memória trazem para o presente a necessidade de ações e reparações feitas a uma parcela da população. Por isso, apesar das musas da História e Memória serem distintas, elas estão intimamente implicadas. A memória de um passado não se apresenta ao mundo por si, mas é resultado de um conjunto de investimentos que estão ligados às circunstancias históricas em que se vive.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Assim, para a África do Sul contemporânea se tornar possível foi preciso investir na memória. Mas também é preciso lembrar a África do Sul, para que o mundo não se esqueça do significado da palavra apartheid.&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;hr width="33%" align="left" size="1"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Professor de História da Furb e Vice-Presidente do SINSEPES. Em 2008/2009 esteve em viagem pela África Austral, percorrendo África do Sul, Moçambique e Suazilândia.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Sobre isso ver Edward Said no livro Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Mas a África fica no oriente ou no ocidente? O conceito de ocidente e oriente não tratam necessariamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de uma divisão geográfica, mas sobretudo, uma construção discursiva produzida como um dos efeitos da modernidade no século XVIII e XIX. Esta construção do oriente é debatida por Said em seu livro.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Atualmente a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Cidade do Cabo é a capital legislativa da África do Sul. No século XVI foi ponto nevrálgico para a expansão marítima dos portugueses, mas a ocupação européia se torna significativa através da política da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Foi durante muito tempo local fundamental do poder dos africânderes/ bôeres, inclusive com grande influência na política do Partido Nacional.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Para maiores informações visite o sítio: &lt;a href="http://www.iziko.org.za/"&gt;http://www.iziko.org.za/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Para maiores informações acesse o sítio: &lt;a href="http://www.robben-island.org.za/"&gt;http://www.robben-island.org.za/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn7"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O Partido Nacional governou a África do Sul de 1948 até 1994. Foi o responsável pela implementação da política segregacionista do Apartheid. &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn8"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; O Africâner é uma língua de origem neerlandesa originária dos processos de encontro entre os imigrantes calvinistas com outras culturas na região. Apesar de possuir semelhanças, ela é distinta do holandês contemporâneo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn9"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref9" name="_ftn9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Maiores informações no sítio: &lt;a href="http://www.apartheidmuseum.org/"&gt;http://www.apartheidmuseum.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn10"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref10" name="_ftn10" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Após &lt;st1:metricconverter productid="1994 a" st="on"&gt;1994 a&lt;/st1:metricconverter&gt; África do Sul estabelece como símbolo nacional sua atual bandeira que incorpora distintas cores representando a multiplicidade do país. Até então se utilizava uma bandeira que fazia referência às bandeiras holandesa e inglesa. &lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-1902059753081340997?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/1902059753081340997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/05/historia-e-memoria-do-apartheid-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1902059753081340997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1902059753081340997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2010/05/historia-e-memoria-do-apartheid-na.html' title='História e Memória do Apartheid na África do Sul'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2797878983761365027</id><published>2009-11-28T11:24:00.001-08:00</published><updated>2009-11-28T11:29:09.217-08:00</updated><title type='text'>Apresentação do documentário “Cultura Negra: Identidade e Diferença em Blumenau” de Carla Fernanda da Silva, Ricardo Machado e Fabiele Lessa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF55U6gpLI/AAAAAAAAAO0/5Jc-knYrPOM/s1600/Cultura_negra.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF55U6gpLI/AAAAAAAAAO0/5Jc-knYrPOM/s400/Cultura_negra.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409238653222298802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Este vídeo nasceu da necessidade de inserir o debate sobre a história e a cultura afro-brasileira na sociedade, necessidade esta ampliada com a aprovação da lei 10639, que torna obrigatória a discussão na sala de aula. Mas, primeiramente foi necessário problematizar o tema da identidade e diferença para não cairmos nos lugares comuns e reforças os estigmas e a perpetuação da exclusão. Não bastaria incorporar esta temática e inseri-la em mais uma peça do mosaico cultural contemporâneo, utilizando recursos pautados da retórica da tolerância das diferenças. Aqui evidenciamos a necessidade de tomar a identidade fora de sal marca racial e essencialista, para compreendê-la como uma construção lingüística, e por isso, no campo das relações de poder. Isto significa colocar em questão os binarismos em tornos dos quais as diferenças se organizam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Esta discussão é urgente em uma cidade como Blumenau onde a afirmação étnica é uma constante nos discursos políticos e culturais. Falar de identidade afro-brasileira é justamente a possibilidade de tratar do discurso do contrário, das margens dos territórios, e sobretudo, indicar os limites e incoerências que todos discurso identitário carrega consigo. Assim como a roda que gira para se reconfigurar, este vídeo está nesta lugar de fronteira. É somente ali que é possível compreender a produções das diferenças e suas implicações políticas: os limitas entre a exclusão e a afirmação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Afinal, não basta tolerar ou celebrar as diferenças, é preciso problematizá-las.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ricardo Machado, agosto de 2008. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2797878983761365027?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2797878983761365027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/apresentacao-do-documentario-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2797878983761365027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2797878983761365027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/apresentacao-do-documentario-cultura.html' title='Apresentação do documentário “Cultura Negra: Identidade e Diferença em Blumenau” de Carla Fernanda da Silva, Ricardo Machado e Fabiele Lessa.'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF55U6gpLI/AAAAAAAAAO0/5Jc-knYrPOM/s72-c/Cultura_negra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-6655560703343278481</id><published>2009-11-28T11:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T11:14:04.809-08:00</updated><title type='text'>O que queremos com o vídeo “história da cultura afro em Blumenau”?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas últimas décadas vemos surgir de diversos lugares um discurso que se coloca como “multicultural”, ou seja, que apresenta a diversidade cultural nos contextos globais e locais. Muitas vezes esta diversidade é demonstrada pela necessidade de “respeito ao diferente” e acaba por reforçar o exotismo e demarcar fronteiras ainda mais rígidas entre o “eu” e o “outro”. Normalmente esta concepção de diversidade cultural está apoiada em visões em que palavras como “cultura” e “diferença” são tomadas de maneira naturalizadas, cristalizadas e essencializadas. Estes discursos têm seus pilares em dois lugares distintos, mas que acabam se confundindo e até mesmo legitimando-se mutualmente: a biologia e a história. Mas, se o argumento biológico têm se apresentado como algo cada vez mais arcaico e retrógado, o argumento histórico-cultural em muitos lugares ainda se apresenta com uma roupagem moderna e transformadora. Mas nem por isso, é um argumento menos problemático que o anterior. Talvez até o argumento essencialista da história para a identidade e diferença seja ainda mais perigoso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que o documentário sobre a “história da cultura afro em Blumenau” precisa vir para contribuir neste debate. O desafio parece estar justamente em demonstrar a historicidade da construção da identidade regional, e sobretudo, sobre a produção da diferença. É preciso, neste caso compreender a identidade dentro de suas implicações políticas que autorizam a produção de um discurso que circula nos espaços institucionais e informais relativos ao que nós somos e deixamos de ser.&lt;br /&gt;Para tornar isso possível seria preciso narrar a história de Blumenau a partir da disputa pela identidade. Sobretudo, demarcar o final dos anos 1970 como um momento importante aonde a cidade toma para si de maneira rígida produção de um discurso sobre a germanidade. Nascido do turismo, o discurso germânico investirá nas definições estéticas da produção artística, na arquitetura, na organização do espaço urbano, e sobretudo, deixará marcas em nossos corpos. Mais do que tudo, este processo de invenção das tradições, ou dito de outra maneira, este processo de diferenciação é produzido através de relações de poder. São estas marcas construídas que irão definir os limites entre o “nós” e “eles”, mas também entre “bons e maus”, e entre aqueles estão “incluídos e excluídos”. Afinal, “a identidade e a diferença não são, nunca inocentes”  O que está em jogo na constituição destas fronteiras é sempre o acesso a bens simbólicos e materiais produzidos socialmente. Considero esta uma afirmação importante, para aqueles que questionam os movimentos de identificação da negritude que estão surgindo nos últimos anos. Pois a identidade considerada normal, ela é vista como natural e única e por isso nunca é vista como uma construção de identidade. Em uma sociedade de supremacia branca, “ser branco” não é considerado uma identidade étnica.&lt;br /&gt;Falar de “cultura afro” na cidade de Blumenau é falar da história da produção desta identidade e sua capacidade de construção de pertencimento a história local e ao mesmo tempo sua negação de um discurso. Este contraponto parece estar no passado, por isso, é preciso fazer uma história feita a contrapelo, como definida por Walter Benjamim. Iluminando algumas organizações e espaços de construção de identidade negra na cidade anteriores aos anos 70 é uma forma de demonstrar as rupturas desta história da identidade.&lt;br /&gt;Não nos basta promover e estimular “bons sentimentos” com a diversidade cultural, pois o que está em jogo aqui não é nem mesmo o respeito e a tolerância com o diferente. Esta atitude parternalista baseadas em um argumento essensialista não permitiria questionar as relações de poder e os processos de diferenciação que constroem a identidade e a diferença. Não nos basta promover o exotismo e a curiosidade sobre a diferença que implicam ainda maior os elementos de distanciamento e dominação. É preciso tentar responder algumas perguntas: como a identidade e a diferença foram produzidas no contexto regional? Quais os mecanismos e instituições estiveram/estão envolvidos na criação da identidade e de sua fixação?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado, 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-6655560703343278481?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/6655560703343278481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/o-que-queremos-com-o-video-historia-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/6655560703343278481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/6655560703343278481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/o-que-queremos-com-o-video-historia-da.html' title='O que queremos com o vídeo “história da cultura afro em Blumenau”?'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2176867985474174536</id><published>2009-11-28T10:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T11:30:20.213-08:00</updated><title type='text'>Apresentação do Projeto Nute: Resgate Digital, de Alexandre Venera.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;São duas as mudanças mais significativas na historiografia contemporânea. Primeiro, a ampliação do que se compreende por fontes de pesquisa, que não está mais somente centrada no uso de documentos escritos e oficiais. E também com esta ampliação, os historiadores vêm se permitindo percorrer outros caminhos que levaram a uma variabilidade gigantesca dos objetos de análise. Neste sentido, a pesquisa sobre as linguagens artísticas e o uso de imagens/sons como fonte, tem tido lugar privilegiado nos trabalhos mais promissores da historiografia atual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É neste campo que está a importância do “Projeto Nute: Resgate Digital”, pois &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;garantiu a conservação e digitalização de um momento significativo da arte cênica em Blumenau, permitindo o acesso de inúmeros pesquisadores a este rico registro documental. Para isso, o projeto redefiniu o próprio conceito de arquivo, na medida em que, sistematizou de maneira fácil e interativa um conjunto de fontes que incluem as trilhas sonoras, panfletos, cartazes, roteiros, fotografias, gravações de ensaios e apresentações.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Diante disso tudo, certamente a partir de agora o &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Projeto Nute: resgate digital” será referência obrigatória para pesquisadores interessados na produção cultural do Vale do Itajaí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ricardo Machado, julho de 2008. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2176867985474174536?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2176867985474174536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2176867985474174536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2176867985474174536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/normal-0-21-false-false-false.html' title='Apresentação do Projeto Nute: Resgate Digital, de Alexandre Venera.'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-1083107746907388241</id><published>2009-11-23T10:29:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T10:36:40.456-08:00</updated><title type='text'>Derrubem os muros!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SwrWJP7snWI/AAAAAAAAAOs/pMFUuD7wvEc/s1600/Apartheid+Wall+drooker.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SwrWJP7snWI/AAAAAAAAAOs/pMFUuD7wvEc/s400/Apartheid+Wall+drooker.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407369756995788130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os esforços de todos os poderes estabelecidos para aumentar os meios de manutenção da ordem nas ruas culmina finalmente na supressão das ruas. &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Guy Debord. A Sociedade do Espetáculo. p.172&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blumenau passa por dois movimentos diferentes e complementares que constroem sua urbanização e as experiências humanas no espaço da cidade. De um lado, um profundo investimento na folclorização do cotidiano através de uma estética kitsch,  que foi iniciado nos anos 1980, e levou para um contínuo investimento econômico e discursivo na identidade germânica e surgimento de uma cidade parque-temático. Erigida como uma cidade cenográfica, feita para o turista e por isso carregada de simulacros, Blumenau tornou-se um dos exemplos típicos da sociedade do espetáculo . O curioso é que este dito “resgate” da identidade local, nada mais tem feito do que garantido um processo de homogeneização do espaço, já que não dialoga com o cidadão local e sim com o turista acidental. Assim, mesmo que carregada de uma imagem histórica, não faz necessariamente referências do passado local, mas, sobretudo, reproduz modelos muito próximos de um padrão mundial das redes de fast-food, shopping centers  e parques temáticos.&lt;br /&gt;O outro movimento refere-se da privatização dos espaços públicos pela especulação imobiliária e a conseqüente gentrificação (enobrecimento das áreas com expulsão da população mais pobre da cidade). Através de políticas públicas e investimentos privados áreas “revitalizadas”, são na verdade, revalorizadas pelo mercado imobiliário e com isso, levam a população empobrecida para distâncias ainda maiores das melhores áreas e dos equipamentos urbanos. Ou seja, normalmente os projetos que pretendem revitalizar estão justamente implicados em retirar as vivências populares dos territórios.&lt;br /&gt;Este processo fica ainda mais evidente nas discussões políticas locais em que a tônica esteve na restrição de liberdades democráticas fundamentais da população: o toque de recolher, a proibição de bebidas nas praças, a perseguição dos malabaristas, a restrição de grupos próximos das escolas, a implantação incessante de câmeras pelas ruas etc. Estas restrições pontuais e sutis estão pautadas em uma divisão da sociedade entre o “homem de bem” e o “homem do mal” e, por isso, ao invés de buscar soluções para os problemas de conflitos urbanos, acabam aumentando a segregação social e simbólica e esvaziando ainda mais as possibilidade de vivências no espaço público. Esta concepção de cidade tende a se caracterizar como uma cenografia em tempo real e permanente, onde a experiência urbana cotidiana acaba resumida a circulação disciplinada por princípios segregadores e despolitizadores.  Este processo de empobrecimento da experiência urbana tornou o medo permanente e, por isso, a constante reivindicação da própria população de mais vigilância e mais controle sobre si mesma. Só que esta mesma vigilância acaba produzindo ainda mais medo: o medo da rua, o medo da diferença, medo do contato e, sobretudo, o medo de estar fora do controle.&lt;br /&gt;Não há o que comemorar com os vinte anos de queda do muro de Berlim. Desde então muros reais e simbólicos não cessam de serem erigidos em nossas cidades. Esta mercantilização do espaço nos divide e separa, e com isso, nos retirou o poder de decisão e ação sobre as possibilidades de circulação, socialização e trocas no espaço urbano. Além disso, não cessa de nos retirar a própria possibilidade da existência de uma experiência física urbana enquanto prática cotidiana.&lt;br /&gt;Derrubem os muros! Eles não servem para nos proteger. Eles servem para nos separar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Novembro. 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-1083107746907388241?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/1083107746907388241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/derrubem-os-muros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1083107746907388241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1083107746907388241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/derrubem-os-muros.html' title='Derrubem os muros!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SwrWJP7snWI/AAAAAAAAAOs/pMFUuD7wvEc/s72-c/Apartheid+Wall+drooker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-6497799980956634705</id><published>2009-11-17T09:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T10:19:57.486-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segurança Pública'/><title type='text'>Entrevista feita e não publicada:      Sobre Câmeras e a Sociedade de Controle</title><content type='html'>O uso de câmeras de segurança é cada vez mais comum. Elas são realmente necessárias ou deveria se dar prioridade para o aumento dos efetivos policiais?&lt;br /&gt;Ricardo Machado: Mais do que saber se as câmeras funcionam, me interessa observar que tipo de sociedade é esta que reivindica tais mecanismos e exige mais controle sobre a população. Se até algumas décadas atrás o ênfase disciplinar estava nos lugares fechados em instituições como escola, prisão e a fábrica, hoje vivemos uma sociedade de controle que investe seu poder nos lugares abertos e em expansão. As câmeras estão nas residências, nas escolas, nas ruas da cidades, nos centros comerciais e o cidadão passa de um lugar para outro a todos momento, por isso a sensação é de uma vigilância constante. Mesmo quando não está vigiado, sua dúvida é permanente. Estamos falando de uma sociedade em que o medo tornou-se constante e por isso a reivindicação de mais vigilância e mais controle. Só que esta mesma vigilância é que produz mais medo: o medo da rua, o medo da diferença, medo do contato e, sobretudo, o medo de estar fora do controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1948, o escritor inglês George Orwell escreve sobre a quebra de privacidade de uma sociedade vigiada pelo governo 24h em 1984. Seria uma antecipação do que vivemos hoje?&lt;br /&gt;Ricardo Machado: Temos muito que aprender com a literatura e o cinema. O 1984 de  Orwell poderia ser colocado lado a lado com uma tradição literária de sociedades utópicas, desde as mais antigas como a de Thomas Morus e Campanella ou as mais recentes como a de Huxley e os irmãos Wachowski. Durante muito tempo o Grande Irmão de Orwell foi utilizado como propaganda contra o totalitarismo de partido único em oposição às sociedades democráticas. Mas o que é mais curioso é que esta sociedade de controle está sendo implementada em nome da liberdade e da democracia. As câmeras e outras políticas que às acompanham servem justamente para criar um ser humano politicamente dócil e socialmente indiferente. Existe algo mais antidemocrático do que isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das críticas quanto ao uso desse sistema é a da invasão de privacidade. Qual o seu posicionamento sobre isso?&lt;br /&gt;Ricardo Machado: Com a formação do mundo moderno, os ideais republicanos trouxeram a necessidade de garantia das liberdades e direitos de cada cidadão. E dentre estes, dois são fundamentais: o domínio do cidadão sobre o sua própria imagem e  inviolabilidade de sua vida privada. E em nome de uma concepção de segurança que estamos vivendo, a população está abrindo mão destes elementos fundamentais para a cidadania e a garantia das liberdades democráticas. E o pior: estas perdas não trouxeram mais segurança, mas aumentam a sensação de medo e conseqüentemente a reivindicação de mais controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acredita na eficiência de câmeras de segurança em locais públicos como forma de inibir ocorrências como furtos, roubos, vandalismo...?&lt;br /&gt;Ricardo Machado: Neste caso poderíamos afirmar a máxima seguinte: onde há maior repressão haverá maior resistência. E para ilustrar tomaríamos os EUA como exemplo de sociedade que têm investido fortemente em políticas de controle e restrições das liberdades individuais. E apesar do alto custo social e econômico destas ações, vive em constante ameaça do dito “terrorismo” ou de estudantes que resolvem assassinar todos dentro de uma escola. Além disso, convive com taxas altas de criminalidade se comparado com outras sociedades contemporâneas. &lt;br /&gt;Estou convencido que nossas cidades serão mais seguras na medida em que as pessoas voltem para as ruas. Basta ver que nos locais onde há sociabilidade os conflitos e depredações tendem a ser de menor intensidade. O melhor cuidado é aquele empreendido pelas próprias pessoas que vivem no local, sendo ajudado pelos aparelhos estatais. Para isso, não precisamos de maior controle, mas ao contrário, precisamos de maior liberdade para que as possibilidades de felicidade se realizem também através das vivências nos espaços públicos.&lt;br /&gt;Concomitante a este movimento, é preciso mudar as prioridades. Para investir seriamente em segurança pública é preciso socializar a riqueza produzida de forma justa e promover educação e cultura em nossa sociedade, o que evitaria a segregação simbólica e social que vivemos. Afinal se pretendemos viver com mais segurança, precisamos de uma cidade onde o orçamento destinado para câmeras e armas, seja convertido para livros e bibliotecas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-6497799980956634705?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/6497799980956634705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/entrevista-feita-e-nao-publicada-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/6497799980956634705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/6497799980956634705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/11/entrevista-feita-e-nao-publicada-sobre.html' title='Entrevista feita e não publicada:      Sobre Câmeras e a Sociedade de Controle'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2962896924638864823</id><published>2009-10-27T07:08:00.001-07:00</published><updated>2009-10-27T07:08:55.313-07:00</updated><title type='text'>Escola Sem Fronteiras... e agora?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Passadas toda euforia do processo eleitoral, já é momento de refletirmos algumas questões. Apartir do resultado eleitoral em Blumenau, certamente dentre as mudanças que podem ser previstas, talvez a mais significativa seja no que se refere a educação.&lt;br /&gt;Já há algum tempo tem sido possível ouvir o crescimento de uma crítica contundente ao projeto “Escola Sem Fronteiras”, implementado pela prefeitura municipal de Blumenau em diversas escolas municipais neste governo que vem chegando a seu fim. Esta crítica parte de alguns setores da comunidade, mas certamente seus maiores críticos são exatamente grupos de educadores ligados a rede municipal de ensino. Crítica esta que, durante o processo eleitoral, foi potencializada pelos discursos políticos ligados a partidos conservadores na cidade,  inclusive com campanhas publicitárias de muito mau gosto, utilizando falas descontextualizadas do atual Presidente da República.&lt;br /&gt; Para os desavisados, este projeto chamado “Escola Sem Fronteiras” pretende fazer mudanças profundas no modelo tradicional de ensino. Os educandos não recebem notas, mas sim avaliações descritivas relatando o desempenho individual de cada educando; sua organização é feita através de ciclos e subdivididas turmas por idade e não por série, diminuindo índices de reprovação ou desistência escolar; através dos projetos visa uma formação mais geral do educando, relacionado os conteúdos das disciplinas com questões e problemas dos próprios educandos e da comunidade em que vive. Mas por outro lado, este mesmo projeto permitiu a existência de algumas “contradições”, como por exemplo, alguns casos de  aprovação contínua de alunos que não dominavam requisitos mínimos como ler e escrever. Contradições estas que não compõem a essência do projeto, mas sim, os descaminhos em seu processo de sua implementação e nos últimos meses foram enforcadas, muitas vezes esquecendo por outro lado os avanços realizados por esta mesma proposta..&lt;br /&gt;Por estes e outros motivos, foram escavadas, verdadeira trincheiras “anti-escolasemfronteira”, pela idealização da volta de um modelo de ensino que possui os pés fincados no passado. Há quem sinta saudades de uma escola que tem seus fundamentos em uma educação hierarquizante e autoritária, aonde percebe o aluno como um livro em branco que necessita ser preenchido. Em meio a estas trincheiras é facilmente sentida a circulação de um ar nostálgico, através de falas do tipo: “como era bom antigamente....”.&lt;br /&gt; Mas, toda esta resistência por parte dos educadores não é difícil de ser entendida. Afinal, estes mesmos, juntamente com outros servidores municipais, passaram por duas grandes greves nos últimos dois anos, das quais o poder público se mostrou pouco sensível a suas reinvidicações, gerando mais do que nunca, um sentimento de desvalorização da categoria. E como se não bastasse, apesar de algumas experiências localizadas que são muito positivas, o que encontramos é uma incompatibilidade entre as propostas de implementação do projeto “Escola Sem Fronteira” e os recursos didáticos disponíveis nas escolas. É também comum vermos os professores “tendo que tirar leite de pedras”, já que na maioria das realidades não há bibliotecas, livros suficientes, fotocópias e outros materiais didáticos necessários (Apesar de estarmos tratando do poder público municipal, neste caso, poderíamos apontar também para todo o sucateamento do ensino público nos últimos dez anos, na esfera federal e estadual.). E para dificultar ainda mais, por diversas vezes, a Secretaria de Educação mostrou pouca capacidade de diálogo com as diversas concepções e anseios que estão constantemente em disputa dentro do espaço escolar. Eis então a questão que se coloca: é possível garantir uma boa escola, com seus ciclos, seus projetos, mas com pouquíssimos recursos didáticos; com professores mal pagos e desvalorizados pelo poder público; e ainda, com pouca interlocução entre a administração e o conjunto dos educadores?&lt;br /&gt; Apesar de todas estas questões, defendo com unhas e dentes a “Escola Sem Fronteira”, enquanto projeto para a educação de Blumenau. Defendo, pois acredito na capacidade de construção e socialização de saberes possíveis através deste projeto. E ainda mais: percebo o seu potencial transformador da realidade social vigente. Pois, quando falamos de “Escola Sem-Fronteiras” o que está em jogo não é só uma crítica a um modelo de ensino, mas mesmo que não implicitamente, o que está em jogo é também a possibilidade de crítica a um modelo de sociedade. Mas, da mesma forma, não me vinculo cegamente a aqueles que não querem enxergar os casos de indivíduos que passaram por um processo de escolarização, mas continuam semi-analfabetos, ou ainda, todos os descaminhos da implementação deste projeto nos últimos anos. E acredito que, depois de oito anos de sua implantação, a defesa da “Escola Sem Fronteira” só pode existir se for mantida a capacidade crítica de seus interlocutores, apontando suas contradições e buscando resoluções de seus problemas. De outra forma, o que tenderá a acontecer é justamente uma resistência a esta perspectiva de ensino, com o crescimento de uma concepção autoritária e arcaica que ultimamente vem se apresentado como a única salvadora da educação em Blumenau.&lt;br /&gt; Talvez, a “Escola Sem Fronteiras” em Blumenau, ainda possa vir a ser considerada uma “revolução” na educação. Mas nós sabemos que não há uma revolução sem armas, por isso é preciso garanti-las. Mesmo que neste caso as armas sejam os livros, professores comprometidos e uma boa dose de utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Abril de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2962896924638864823?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2962896924638864823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/escola-sem-fronteiras-e-agora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2962896924638864823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2962896924638864823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/escola-sem-fronteiras-e-agora.html' title='Escola Sem Fronteiras... e agora?'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2060252346318187232</id><published>2009-10-27T06:53:00.001-07:00</published><updated>2009-10-27T06:53:57.691-07:00</updated><title type='text'>Carta aberta para o prefeito JPK: sobre malabares e mendigos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Blumenau, 06 de maio de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Joãozinho...&lt;br /&gt;Blumenau está forte de novo, mas eu estou assustado.&lt;br /&gt;Tens pintado a cidade novamente numa aquarela colorida para podermos vendê-la. Nosso cartão postal voltou a ser a cidade do trabalho e da disciplina fabril. Blumenau voltou a ser uma vitrine. Dessas vitrines que escondem toda a sujeira embaixo dos seus panos.&lt;br /&gt;E essa história com os tais malabares? Tu não deverias ter te metido nisso. Essa gente é perigosa. Viste a maneira como eles se vestem? E toda as diabruras que eles fazem com aqueles pinos e bolinhas? E de noite, com aquelas coisas pegando fogo, não pode ser uma coisa muito cristã, mesmo. Mas, sabe qual é o perigo que eles representam? É que depois de tudo, todo mundo tá falando deles. Antes havia até quem passava e não prestava atenção, mas agora, todo mundo está acompanhando tua briguinha com eles. E agora, João? E se acontecer dos operários de nossa cidade, se darem conta do crime que os malabares estão cometendo? Todo mundo já sabe que o crime desses artistas de rua é essa maldita LIBERDADE. Em uma cidade fundada na exaltação da disciplina e do trabalho, aqueles que conseguem respirar uma dose de liberdade são vistos como criminosos.  E se os operários não quiserem mais trabalhar das cinco à uma e meia, com direito a xingamento do patrão, corpo cansado, aquele barulhão das máquinas e tudo mais? E ainda, no final do mês, ganharem bem menos que os malabares? E se os servidores municipais também descobrirem isso? Ah, malditos servidores (não param de reclamar de seus salários....). Joãozinho, isso é muito perigoso, pois pode virar revolução. Teu pai não vai ficar orgulhoso disso tudo.&lt;br /&gt;Por que eles precisam ser retirados dos sinaleiros? Deixa eles lá, deixa. Assim o pessoal dá um trocadinho e pode dormir de noite achando que ajudou a arte. A ti resta fazer de conta que esses artistas de rua nem existem. E se eles te incomodarem no sinaleiro, pra matar a tua vontade, só diz baixinho, para ninguém ver: vai trabalhar, vagabundo!&lt;br /&gt;Além disso, quero te contar outra coisa. Tu não deves ter visto, pois decerto estavas numa reunião com algum empresário importante.  Ainda ontem, dia 5 de maio, presenciei uma cena desastrosa. Até seria cômica, se não fosse trágica. Já passava da meia noite, quando um montão de policiais, juntamente com funcionários da prefeitura, caiu com tudo em cima de um grupo de “vagabundos” que estavam nas proximidades da Proeb. Mas, Seu Prefeito, eu acho que eles se excederam, exageraram na lição. Colocaram todo mundo no paredão, revistaram e fotografaram e depois eu fui saber que tudo isso aconteceu sem nenhuma acusação. Já pensou, a polícia tá saindo por aí parando todo mund!? Vi depois que o responsável pela operação era o tal Jairo dos Santos (aquele mesmo do PSTU), que é também o atual diretor da FUPEMA. Aviso-te: tu não deves confiar nesses caras. Como que um socialista pode estar no teu governo liberal? Acho que ele quer acabar com teu governo. E o Jairo me disse que iriam levar todo aquele pessoal para o abrigo e que era para o bem deles. Tudo bem, mas não precisava humilhar. E mais, os caras nem estavam querendo ir para o abrigo. Devia tê-los deixado por ali, afinal não estavam incomodando ninguém, ainda mais que aquele nem era um ponto turístico.&lt;br /&gt;Blumenau realmente está forte de novo. Agora mais do que nunca, pois até encontraram um bom bode expiatório. Todo mundo está justificando que a culpa toda é do cara que botou fogo na Sulamericana. Se, antes, todo barbudo com saco nos ombros era um possível ladrão de crianças ou um genérico “vagabundo”, hoje, todo morador de rua é um possível piromaníaco. Eu acho que a culpa toda não é nem do vagabundo e nem do mordomo, mas é do padre. A igreja não tem que dar comida para ninguém mesmo. Tu também preferes uma igreja com torneiras de ouro do que gastar dinheiro com os pobres, né?&lt;br /&gt;Jotapeká, estou muito preocupado contigo. Aonde isto tudo vai parar? Eu já tava incomodado com um monte de câmeras espalhadas pelas ruas da cidade, mas isso de poder levar todo mundo sem nenhuma acusação é muito perigoso. Agora, aqui em Blumenau, exclusão econômica e estilo de vida alternativo viraram crimes. Cuidado Sr. Prefeito, pois esse precedente é perigoso! Ele implica a quebra dos direitos constitucionais de qualquer democracia burguesa. Talvez essa quebra leve a uma resistência gigantesca. Quem sabe da próxima vez não seja uma loja queimada. Talvez queimem as instituições que sustentam teu poder. Já pensou as chamas queimando a tradição, a família e a propriedade? Tô te avisando, isso é muito perigoso!&lt;br /&gt;Ah! Já ia esquecendo de dizer. Quando todos aqueles “mendigos” foram colocados dentro do camburão, esqueceram de levar um cachorrinho esquálido e mulambento que estava com eles. Talvez ele também seja perigoso. Por isso, não esqueça de mandar a carrocinha buscá-lo. Afinal de contas, ele pode estragar a fotografia da nossa cidade. Qual o turista que irá querer, no fundo de sua foto, um cachorrinho mulambento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda um beijo para a Sra. Kleynübing e para as crianças (mas diz pra eles estudarem bastante, para não precisarem ser políticos, tá?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço do teu amigo historiador,&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2060252346318187232?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2060252346318187232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-o-prefeito-jpk-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2060252346318187232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2060252346318187232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-o-prefeito-jpk-sobre.html' title='Carta aberta para o prefeito JPK: sobre malabares e mendigos'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-131474930244003081</id><published>2009-10-27T06:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:54:55.733-07:00</updated><title type='text'>Outra carta para JPK: querem apagar a luz do Farol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blumenau, junho de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, Jotapeká!(prometo não te chamar mais de Joãozinho – senão o pessoal te confunde com aquele da piada. E daí para dizer que você está fazendo um governo bisonho é muito rápido, né?)&lt;br /&gt;Agora você realmente acertou na mosca, foi direto à origem desta luz que anda iluminando tanto a escuridão desta cidade: o Farol. Sei que não foi idéia sua, pois nos anos 70 você era muito novo para ter feito aquele cursinho no SNI. Sei que estas melhores idéias vem do seu vice. O Brunsfeld é que no período da ditadura aprendeu e praticou estas artimanhas todas.&lt;br /&gt;	Para acabar com a luz do Farol não basta somente mandar a polícia fechar o boteco como se fosse uma birosca cheia de bandidos. É preciso primeiro mostrar que aquele é realmente um antro da perdição e porquê merece ser censurado. Há figuras perigosíssimas que costumam freqüentar aquele ambiente. Além daquela lábia de convencimento, eu tenho reparado que o pessoal do Farol sempre andam armados: violões e tambores nas costas, livros debaixo do braço, idéias na cabeça e muito mais. São coisas realmente perigosas para a ordem social, né? Tem gente ali que costuma ficar entorpecido e parece sair da realidade. O tal Kafka sempre soube que era algo insano, mas ouvi denuncias de que anda sendo enrolado e fumado! Já pensou aquela história da Metamorfose fazendo a cabeça da juventude? E lá também andam usando Dostoievski, Nietzsche, Foucault e ainda por cima o tal Marx. Este último se somente lido já deu no que deu, que dirá se descobrirem que o “Capital” pode ser cheirado? Soube também que outro dia no Farol teve um palestino. Acho que foi depois disso que você resolver tomar postura. Se não bastassem todas as manifestações pelas ruas de Blumenau, daqui a pouco alguém inventa de virar homem bomba! E ainda para fechar, naquele boteco sempre tem os músicos que se recusam a tocar marchinhas alemã, são uma gente sem eira nem beira, que vivem por aí a bradar em seus violões músicas do tipo: “sonho que se sonha junto é realidade”. Arrepio-me todo ao passar por ali e ouvir os primeiros acordes de “Like a rolling stones”!&lt;br /&gt;	Para finalizar esta carta, já que teu nome é João Paulo, mas sei que não es nenhum santo, estou te mandando uma oração. Recomendo que se ajoelhe e dê as mãos com os empresários do transporte urbano, maçons, capitalistas em geral e outros possíveis clientes das lojas  “Daslu”.&lt;br /&gt;	Em seguida, leia em voz alta: “Capital, nosso pai, que sois deste mundo, Deus todo poderoso, que mudais o curso dos rios e atravessais as montanhas, que separais os continente e unis as nações; criador das mercadorias e fonte da vida, que comandais os reis e os súditos, os patrões e os assalariados, que o nosso reinado se estabeleça em toda a terra. Dai-nos muitos compradores que fiquem com nossas mercadorias, tanto as más como as boas; Dai-nos trabalhadores miseráveis que aceitem sem revolta todos os trabalhos e se contentem com o mais vil salário; Dai-nos idiotas que acreditem em nossos prospectos e na nossa santa igreja, a Economia Política oficial; Fazei com que a prisão nunca se abra para nós e afastai de nós a falência; Concedei-nos rendimentos perpétuos.” 1&lt;br /&gt;Amém,&lt;br /&gt;Um forte abraço do teu amigo,&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Orações Capitalistas. In LAFARGUE, Paul. A religião do Capital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-131474930244003081?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/131474930244003081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/outra-carta-para-jpk-querem-apagar-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/131474930244003081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/131474930244003081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/outra-carta-para-jpk-querem-apagar-luz.html' title='Outra carta para JPK: querem apagar a luz do Farol'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-3866890765708247087</id><published>2009-10-27T06:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:49:32.814-07:00</updated><title type='text'>CARTA ABERTA PARA JPK III: Sobre Democracia e Bicicletas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink 	{font-family:Arial; 	mso-ascii-font-family:Arial; 	mso-hansi-font-family:Arial; 	mso-bidi-font-family:Arial; 	color:blue; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed 	{color:purple; 	text-decoration:underline; 	text-underline:single;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Blumenau, 21 de outubro de 2007&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Querido Joãozinho...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sei que faz um tempão que não lhe escrevo. É que andei meio ressabiado com você e o seu pessoal. Até hoje quero saber quem deu a idéia de colocar esta maldita palavra no clubinho. Foi coisa de alguém muito mal intencionado. Já reparou como o Tio Bornhausen&lt;span class="MsoHyperlink"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:#000000;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; tem uma baita dificuldade para pronunciar palavras como DEM...DEMOCRACIA etc? Essa é uma palavra que pode ser usada de jeitos muitos distintos, e na última vez que o teu pessoal fez uma revolução para garantir as tais “liberdades democráticas”, ficamos vinte anos sem poder votar para Presidente. Por outro lado, democracia pode ser muito mal interpretada. Já pensou o quanto é perigosa esta ligação entre poder e povo, ou ainda, o povo no poder? Sei que não é isso que você quer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Confesso! Eu sou nostálgico! Se fosse para mudar tinha que ser para Arena outra vez. É um nome muito mais forte! Lembra ringue. Lembra força. Lembra porrada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas na verdade resolvi lhe escrever por outro motivo. Quero te dizer que sinceramente gostei da tua foto andando de bicicleta no dia 22 de setembro. Mas foi algo estranho, pois apesar do seu sorriso característico, tinha alguma coisa que não combinava. Você não estava muito confortável com a situação. Sei, sei que agora a onda é ser ecológico, até mesmo o ex-vice-destruidor do mundo ganhou Prêmio Nobel por isso. Também gostei de ver o Fabinho pedalando e acho que isso vai fazer bem para ele. Mas diz para cuidar com este pessoal em que ele está andando. Se hoje querem ciclovias amanhã podem querer questionar o símbolo maior da nossa civilização: os nossos automóveis! Já pensou abrir mão do seu conformo privado em nome do conforto da maioria? Já pensou que se pode reivindicar um projeto urbano que seja centrado em uma mobilidade socialmente e ambientalmente sustentável? Vixi, isso mexe com coisa grande, inclusive com aqueles contratos das empresas de ônibus e tudo mais. E o que é mais perigoso: estas inocentes bicicletas podem se tornar armas anti-capitalistas! Pedala Fabinho, mais vai com a mão no freio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E para terminar quero te confessar que eu também estou com medo do nosso Solano Lopes. Apesar de ainda ter cheiro de povo, ele aprendeu com vocês muitas das regras do jogo. A &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Tríplice Aliança vai ter que usar de todas as tiranias possíveis para ganhar esta guerra. Enquanto isso pelas ruas o povo deve andar com esta dúvida cruel: ainda existe o lado do bem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Carinhosamente do teu amigo, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ricardo&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-3866890765708247087?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/3866890765708247087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-jpk-iii-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3866890765708247087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3866890765708247087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-jpk-iii-sobre.html' title='CARTA ABERTA PARA JPK III: Sobre Democracia e Bicicletas'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-7835703064313621191</id><published>2009-10-27T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:42:41.204-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://www.blogger.com/img/blank.gif'/><title type='text'>A região como problema histórico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por muito tempo a história esteve voltada para a dar sentido a nacionalidade, e por conta disso seu objeto de análise normalmente estava ligado a uma explicação sobre a constituição e consolidação do Estado Nacional. Para verificar esta afirmação basta passar os olhos por uma estante de livros de algumas décadas atrás e lá serão encontrados títulos como “A Formação do Brasil”, “As Raízes do Brasil”, “A construção do Brasil” e apesar até de uma diversidade teórica, todos estavam preocupados em fazer explicações gerais sobre o Brasil. Neste sentido, a história regional, da cidade ou do bairro, por muito tempo esteve relegada a antiquários e memorialistas. Na maioria das vezes, esta história da região tomou caráter essencialmente preservacionista de uma “memória histórica”, principalmente ligada a história das elites locais, ou mais recentemente, tratando de uma história que se utiliza de uma concepção folclórica do conceito de  cultura.&lt;br /&gt;Principalmente a partir do final dos anos 70 e início anos 80 teremos o crescimento da valorização do que passou a se chamar de identidades regionais, e através da indústria do turismo, vieram as festas de outubro, as comidas e trajes típicos, a demarcação de roteiros étnicos, ou seja, um verdadeiro engessamento da noção de cultura, aonde passado e presente são resignificados de forma que possam se transformar em produtos de consumo. Mas é preciso reconhecer que esta industria turística, fundada na exaltação das identidades, e que hoje possuem grande evidencia política e midiática, também permitiram algumas políticas de preservação de documentos, publicações de livros e um maior acesso ao público da história da região, mas por outro lado, também levaram a produção de “coisas” horríveis como estes programas atualmente apresentados pela RBS/TV e outras publicações comemorativas e institucionais.&lt;br /&gt;Em contrapartida, neste mesmo período, a região tornou-se cada vez mais um objeto de reflexão para os historiadores profissionais, possibilitando a partir dos anos 80 o crescimento de publicações de livros, defesas de dissertações e teses, cujo objeto de reflexão é o aspecto regional. Isso se deu por uma mudança de concepção teórica aonde o problema central deixou de ser a nação, mas também é preciso levar em consideração a criação de cursos de história no interior de Santa Catarina e, sobretudo, a consolidação do programa de pós-graduação da UFSC. Isto permitiu que dezenas de alunos de graduação e pós-graduação de história se debruçassem intensivamente, ao longo das últimas duas décadas, sobre os acervos locais. Esta produção vai refletir não só numa retomada, com outras abordagens teóricas, de fontes que já eram conhecidas pelo público, mas também irá levar a uma diversificação até mesmo do que se entendia por fontes, permitindo que a historia oral, a fotografia, a arte, a publicidade e diversas outras fontes, deixem de serem utilizadas somente como ilustração, para se transformarem em documentação, e por conseqüência, em objeto de reflexão para estes historiadores regionais. Neste sentido, apesar das dificuldades de publicação e de divulgação, há uma produção considerável de excelentes trabalhos, nas mais diversas abordagens teóricas, sobre história regional.&lt;br /&gt;Mas este parece não ser mais o principal problema que se coloca hoje. É possível perceber, ainda não de uma forma estruturada, uma reflexão ainda maior sobre este esfacelamento de histórias que a história regional permitiu. Há uma certa crítica em torno desta fragmentação da história, que foi importante em determinado momento, mas que por outro lado, também tornou difícil de obter reflexões mais gerais sobre a própria história.  Eis a questão que tem se colocado: é possível fazer uma história que se utiliza de um problema e de uma documentação regional, mas que em fundo pretenda refletir sobre questões mais gerais? Mas, deixando claro que tal interrogação não invalida os inúmeros trabalhos que pretendem dar conta de uma realidade bem circunscrita, como a cidade, o bairro ou uma região.&lt;br /&gt;A pesquisa que atualmente estou desenvolvendo, é fruto de certa maneira, desta reflexão. Neste sentido, assumi o desafio de trabalhar com uma documentação circunscrita a região do vale do Itajaí no século XIX, mas sem pretender dar ênfase nas questões étnicas. Apesar da etinicidade e outros temas estarem contemplados como pano de fundo do trabalho, eles não serão seu eixo norteador. Em tal pesquisa, pretendo discutir a constituição da noção de indivíduo através das práticas de evocar a verdade sobre si, relacionando com a constituição da propriedade privada e a reelaboração da concepção de justiça no decorrer da segunda metade do século XIX. Neste sentido, utilizei como ponto de partida algumas perguntas: é possível deslocar o problema da germanidade, da tradição, ou ainda, da dificuldade do imigrante, para uma reflexão da imigração como uma nova prática de governo instaurada na segunda metade do século? Ou ainda, é possível a partir da reflexão em torno de uma colônia particular no sul do país, refletir sobre a relação com a propriedade privada, a constituição de uma individualidade, e as práticas de intervenção e regularidade elaboradas ao longo deste período? É possível este tipo de história ser escrita?&lt;br /&gt;Para mim, ainda são perguntas sem respostas. E será só com o processo de pesquisa e de contínuos debates, que poderão ser respondidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. 2004.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-7835703064313621191?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/7835703064313621191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/regiao-como-problema-historico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/7835703064313621191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/7835703064313621191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/regiao-como-problema-historico.html' title='A região como problema histórico'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2044834092112758776</id><published>2009-10-27T06:38:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:40:43.783-07:00</updated><title type='text'>As aventuras de Hermann Blumenau numa roda de pagode.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Walter Benjamin já havia dito que todo monumento de cultura é também um monumento de barbárie. Esta frase serve para entender um pouco da polêmica criada entorno da realização do próximo Stammtisch em Blumenau. Para os desavisados, eu explico: em sua ultima edição, os grupos de pagode foram excluídos de participar do Stammtisch sob o argumento de que não fariam parte de uma certa tradição de Blumenau. E devido a polêmica criada, os organizadores resolveram relegar a outro espaço para este tipo de grupo, naquilo que chamaram provisoriamente de “1º festa da cultura brasileira” .&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Não faz muito tempo, talvez em fins da década de 1970, Blumenau inventou uma identidade para si. Uma identidade fixa, dura e estática. Desta maneira transformaram vivências e subjetividades diversas e, por isso maleáveis, em uma massa dura que se costuma chamar de “cultura”. E foi a partir desta dita “cultura” que surgiram os tais fazedores de cultura, e estes por sua vez, erigiram seus monumentos: os enxaimelosos, as comidas típicas, os trajes típicos e suas festas. O Stammtisch é, como tantos outros, somente mais um destes monumentos. É como se um grande suvenir fosse parido de uma suposta justificativa histórica para tornar-se tradição. E é sob a sombra deste grande suvenir que hoje os tais fazedores do Stammtisch excluem os grupos de pagode. Não só de pagode, mas pessoal do rock, do hip hop, do blues e tudo mais. E se por acaso é de tradição que estamos falando, pergunto: o que é mais tradicional nas casas dos blumenaueses: o chapéu de alemão ou um pandeiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A resposta mais simples para estes acontecimentos é dizer que se trata de racismo. Mas arrisco dizer que não é de racismo que estamos falando. O problema é estes pagodeiros mostrarem que estão vivos e que produzem suas próprias formas de se vestir, de tocar, de amar e de se relacionar. É por isso que eles são um problema. Incomodam por demonstrar que apesar de tudo, por trás dos “enxaimelosos”, do e&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;insbein, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;e de toda a maquiagem possível, ainda há vida. E esta vida se consolida através de práticas culturais diversas e múltiplas, e que constroem seu sentido dentro de outras linguagens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ah...mas talvez se perguntarmos para um destes fazedores de &lt;/span&gt;Stammtisch qual é o problema com o pagode, ele muito democraticamente dirá: &lt;i style=""&gt;“não tenho nada contra, desde que não fiquem perto de mim.”&lt;/i&gt; Um defensor do apartheid na África do Sul, talvez diria algo semelhante. É.... Benjamim tinha razão: todo monumento de cultura é um monumento de barbárie.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;st1:personname st="on"&gt;&lt;b style=""&gt;Ricardo Machado&lt;/b&gt;&lt;/st1:personname&gt;. Abril de 2006.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2044834092112758776?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2044834092112758776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/as-aventuras-de-hermann-blumenau-numa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2044834092112758776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2044834092112758776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/as-aventuras-de-hermann-blumenau-numa.html' title='As aventuras de Hermann Blumenau numa roda de pagode.'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2522474295311714235</id><published>2009-10-27T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:38:06.101-07:00</updated><title type='text'>Arquivo Urgente!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Blumenau tem uma relação muito particular com sua própria história. O mais curioso é que esta relação consegue articular uma exaltação e desprestígio ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Por um lado, a cidade produziu para si uma identidade que busca constantemente se justificar em aspectos históricos. Esta concepção de identidade é reafirmada cotidianamente na cidade através de um discurso que sustenta a política cultural e turística local, exaltando determinadas características e invisibilizando outras. Por outro lado, a cidade tem uma política que deixa muito a desejar no que se refere a conservação de  documentos históricos. Para visualizar isso, basta visitar rapidamente o Arquivo Histórico José Ferreira da Silva.&lt;br /&gt;Foi no final dos anos de 1940 temos a organização inicial de um arquivo público em Blumenau. Nos anos 70, já com o nome atual, o arquivo tornou-se uma referência nacional quando se trata da imigração do século XIX para o sul do país. Por isso, é comum encontrar em suas dependências pesquisadores de várias regiões do Brasil e até mesmo de vários outros países. Basta lembrar que seu acervo não se refere somente aos limites da atual cidade de Blumenau, mas, sobretudo aos limites da antiga Colônia Blumenau, isto significa que a documentação de diversas cidades de Santa Catarina se encontra aqui concentradas.&lt;br /&gt;Mas, a sua situação é triste. Apesar do empenho pessoal de seus funcionários, nas últimas décadas o arquivo vem sendo desprestigiado pelo poder público. Este desprestígio tem resultado em sua quase completa inviabilidade: os pesquisadores não conseguem mais pesquisar; os funcionários estão com suas condições de trabalho precarizadas (inclusive colocando em risco sua saúde), a documentação não possui mais espaços adequados para sua conservação e o próprio prédio em que se localiza não tem a sustentação arquitetônica necessária para tal empreendimento.&lt;br /&gt;Está mais do que na hora de discutirmos seriamente uma política patrimonial e de conservação documental para a cidade de Blumenau. Mas para isso, em primeiro lugar, o poder público precisa tomar esta como uma de suas prioridades. É urgente a necessidade de construir um diálogo com os historiadores, as universidades e entidades locais buscando viabilizar alternativas concretas para o Arquivo Histórico José Ferreira da Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Outubro de 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2522474295311714235?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2522474295311714235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/arquivo-urgente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2522474295311714235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2522474295311714235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/arquivo-urgente.html' title='Arquivo Urgente!'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-942115027616937527</id><published>2009-10-27T06:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:36:48.632-07:00</updated><title type='text'>Democracia e exclusão social</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;A reportagem do Santa do dia 16 de maio, intitulada “Riqueza continua mal distribuída” nos traz os dados do Ipea de que os 10% da população brasileira mais ricos concentram 75,4% da riqueza nacional. Dito de outra maneira, em um país de 190 milhões de habitantes, cerca de 5 mil famílias (0,01% da população) se apropriam e usufruem de 40% da riqueza nacional que é produzida socialmente. E ainda, a mesma reportagem demonstra que os mais empobrecidos pagam 44% mais impostos do que os mais ricos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Estes dados refletem uma sociedade extremamente injusta e que historicamente se constituiu através de modelos de desenvolvimento pautados na concentração de riqueza e de poder. Se na década de 1980 o Brasil se consolidou como uma democracia representativa, por outro lado, não avançou de maneira significativa na inversão destes valores. Com isso, inseriu-se em um mundo globalizado onde uma pequena parcela tem condições de usufruir de seus benefícios, ampliando ainda mais este abismo social e criando novas formas de exclusão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;É preciso reafirmar que não há democracia sem socialização da riqueza. Isto que não parece ser nenhuma novidade, em um ano eleitoral precisa ser lembrado. Pois temas como saúde, educação, moradia, reforma agrária e as demais políticas públicas precisam ser compreendidas como a possibilidade (talvez única) de invertermos esta lógica excludente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Este ainda precisa ser o principal tema da agenda política do Estado brasileiro e dos movimentos sociais. Sem ter como horizonte a socialização real do poder e da riqueza produzida, discursos em nome da democracia, da ética, da paz e da justiça não passarão de demagogia e cinismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Ricardo Machado. Maio de 2008.&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-942115027616937527?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/942115027616937527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/democracia-e-exclusao-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/942115027616937527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/942115027616937527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/democracia-e-exclusao-social.html' title='Democracia e exclusão social'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-4906194163078181611</id><published>2009-10-27T06:32:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:34:49.865-07:00</updated><title type='text'>Recordar maio de 1968</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“O espetáculo se apresenta como uma enorme positividade, indiscutível e inacessível. Não diz nada além de ‘o que aparece é bom, o que é bom aparece’. A atitude que por princípio ele exige é a da aceitação passiva que, de fato, ele já obteve por seu modo de aparecer sem réplica, por seu monopólio da aparência”. (Guy Debord)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo este pequeno texto para trazer a memória dos movimentos de 1968 na França. Mas lanço meu olhar não como historiador, pois quero ouvir os ecos do passado com  uma nostalgia gostosa, uma nostalgia que tenha sabor de literatura. Esta nostalgia trazida no ato de recordar que pode, ao menos  por um momento, diminuir a desesperança que muitas vezes nos imobiliza.&lt;br /&gt;Foi a própria lógica do regime capitalista ocidental em seu conjunto que acabou levando ao paradoxismo na década de 60. O mundo capitalista passa a ser tomado por idéias como a de que o sucesso individual e coletivo estavam fundados na produção e no consumo. É sobretudo, como resistência e esta sociedade do consumo que apareceram movimentos jovens  significativos em diversos países.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos da América, vive nos anos 60 momentos de produção da chamada ‘contracultura’. Explodiram movimentos hippies, pacifistas, Panteras Negras, e até mesmo um ressurgimento da literatura beatnik. Não se esquecendo da influencia neste período do orientalismo e da droga. O hinduismo, a yoga,  a maconha e principalmente o LSD estiveram muito presente. A recusa ao consumo e a ideologia capitalista e contra a guerra do Vietnã impulsionaram uma forma de viver alternativamente dentro de um país normalmente visto como paraíso do capitalismo. O Flower Power, como diria o brasileiro Vandré, “acreditam nas flores vencendo o canhão”.&lt;br /&gt;Os jovens latino-americanos são tomados pelo desejo de mudança, tendo como referencia aquele que se tornou ícone dos movimentos de esquerda – Ernesto ‘Che’ Guevara. No Brasil é em 68 que explode o grito de uma geração amordaçada pela ditadura. Neste ano teremos dezenas de jovens indo para a clandestinidade, e sobretudo, e a partir do  episódio da morte do estudante Edson Luís, o povo foram para as ruas, realizando as maiores passeatas da história de nosso país. O grito do povo brasileiro ecoava: “apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.&lt;br /&gt;Mas é no país  das grandes revoluções modernas, que este texto pretende se ater. Não desmerecendo as lutas e barricadas de outros lugares, mas prendendo-se a aos movimentos franceses por as lutas se darem em uma sociedade com um capitalismo aparentemente estável: com suas instituições, sua lógica, sua ordem. No entanto é em maio de 1968 que em uma festa revolucionária, os estudantes colocaram  imaginário na política. Através das ocupações de universidades, barricadas, passeatas e pichações que a “imaginações tomou o poder”.&lt;br /&gt;O pretexto da revolta foi uma vulgar reforma do ensino, pensada pelos donos do poder. Mas as razões profundas eram tensões, tédios e insatisfações que se haviam acumulado na sociedade, particularmente entre os jovens; sem elas maio não teria sido possível e as ruas não se teriam enchido, nem o movimento ultrapassaria os muros das universidades, se espalhando como uma mancha de azeite pelas periferias operárias.&lt;br /&gt;O início do movimento ocorreu na Faculdade  de Letras de Nanterre, na noite de 22 de março, onde em torno de trezentos estudantes ocupam um pavilhão aos gritos: “Não a universidade Burguesa”, “Professores, os senhores estão velhos e sua cultura também”. A partir de então grandes universidades passam a ser ocupadas pelos estudantes, que passam a levantar barricadas pelas ruas para se defender da ação repressora da polícia.  Tiveram seu ápice no mês de maio, quando as manifestações chegam a 20.000 pessoas na praça do Quatier Latin, que se eternizou como principal palco da rebelião estudantil.&lt;br /&gt;E o que fica marcado é de que nenhum líder ou grupo pôde se vangloriar pelos eventos desta revolta. As barricadas e as passeatas foram formadas por diversos “grupelhos” que iam dos anarquistas, aos trotskistas, passando por guevaristas, maoístas e libertários. Liam os autores clássicos de teoria política como Marx, Lênin, Prudhon, Bacunin, mas foram as obras de Guy Debord e de Marcuse que marcaram os ideais libertários daqueles jovens franceses. Eram grupos que traziam um discurso de mudança, mas uma mudança que visava romper com a sociedade de consumo, engendrada pelo capitalismo e também romper com a sociedade autoritária engendrada pelo Stalinismo da URSS. Tanto é que o Partido Comunista Francês se nega a participar das mobilizações  uma vez que era totalmente alinhado com os soviéticos.&lt;br /&gt;Os eventos ocorrem de forma que o que estava em disputa não eram o poder institucional, mas sobretudo o questionamento que ia para o campo cultural, econômico e político. A ciência, a técnica e a economia  foram alvo de críticas no panfleto distribuído em maio de 68 em Paris: “Não queremos mais ser governados passivamente pelas leis da ciência como também pelas da  economia ou os imperativos da técnica. Recusemos o imperialismo mistificante da ciência, caução de todos os abusos e recuos(...) para substitui-la pela escolha real entre os possíveis que ela nos oferece” (MATOS: 1981.p.12). Os panfletos e as frases pichadas nos muros foram trazidas para o imaginário das mobilizações, e deram o tom da grande força poética e motivadora. Frases como “Sejamos realistas exijam o impossível”, “É proibido proibir” e diversas outras  refletiam o espírito rebelde do movimento estudantil.&lt;br /&gt;Paris foi símbolo dessa possibilidade histórica de realizar o impossível, as semanas ou meses em que o povo desceu às ruas, as velhas tutelas e dominações se desagregaram sozinhas. Mostrando que não existe uma fronteira intransponível entre o possível e o impossível, entre o real e a utopia, e que as sociedades e o mundo podem mudar restituindo ou nos dando aquilo que sistematicamente que nos é negado – a possibilidade de levar a  vida em liberdade.&lt;br /&gt;É neste mundo onde a vitória de um sistema abjeto e visceralmente injusto se legitima na nossa falta de esperança e na nossa impossibilidade de acreditar em utopias, manifestação do imensurável desejo de mudança social incompreendido numa sociedade onde tudo necessita ser quantificado para se crer realizável. No entanto, onde, contraditoriamente, eventos como o de maio de 68, são uma explícita demonstração histórica – e esse é o seu mais definitivo contributo crítico – de que o tudo é possível, até mesmo que as tranqüilas ruas de um grande cidade em abril se podem transformar inexplicavelmente em maio em barricadas, onde flutuam as bandeiras, ontem esquecidas, da utopia.&lt;br /&gt;Mas afinal, porque recordar maio de 68? Para que a mudança não se limite ao estado, governo – as instituições. Para que a mudança não se limite as relações de produção. Mas sobretudo que transforme as práticas de produção e reprodução da vida. Que a liberdade esteja nos corpos, no pensamento, nas práticas de amor, na diversidade, para além do reformismo e de quaisquer autoritarismo. Para que se produza a vida em permanente resistência a dominação imposta pela sociedade de consumo, mas sobretudo que a vida seja vivida  como  arte - prazerosa e criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. 2003.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-4906194163078181611?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/4906194163078181611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/recordar-maio-de-1968.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4906194163078181611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4906194163078181611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/recordar-maio-de-1968.html' title='Recordar maio de 1968'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-8247327289270600840</id><published>2009-10-27T06:30:00.000-07:00</published><updated>2009-11-28T11:40:39.297-08:00</updated><title type='text'>Nossas mãos estão sujas de sangue</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8nnGSdmI/AAAAAAAAAPU/X1jad6gTLKw/s1600/Blumenau+Antigo+089.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8nnGSdmI/AAAAAAAAAPU/X1jad6gTLKw/s400/Blumenau+Antigo+089.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409241647400777314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Primeiro, ainda no século XVI, trouxemos a espada e a cruz. Com a guerra tiramos suas vidas e com Cristo roubamos suas almas. Em seguida, roubamos sua terra, estupramos suas mães e filhas e escravizamos seus irmãos. Ainda os presenteamos com a sífilis, a varíola e a gripe. Com este violento contato, suas mortes sempre estiveram na casa dos milhares. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Séculos mais tarde, precisamente na metade do XIX, trouxemos a civilização, a propriedade privada e os bugreiros para o Vale do Rio Itajaí-Açu. Estes caçadores de bugres usaram do extermínio em massa para legitimar a existência e o domínio de nossa civilização. Diante disso, restaram alguns poucos que por fraqueza, doença ou desesperança não se lançaram contra nossas armas. E destes poucos sobreviventes, ficamos orgulhosos de termos conseguido “pacificar”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Desde então, o darwinismo social e o liberalismo econômico garantiram sua morte cotidiana. Morte feita a prestação para não nos deixar chocados. Morte sutil, mas não menos cruel, que é feita diariamente através da fome, do empobrecimento e da invisibilidade cultural. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Hoje lhes negamos uns míseros pedaços de terra &lt;st1:personname productid="em Gaspar. Terra" st="on"&gt;em Gaspar. Terra&lt;/st1:personname&gt; que nada representa diante de tudo que já tomamos e destruímos. Além disso, nossa arrogância etnocêntrica e frágil compreensão do processo histórico ainda nos permite acusá-los de vagabundos e indolentes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;Há aqueles que acham que no futuro nossa civilização será lembrada pelas palavras “progresso” e “desenvolvimento”. Para estes, eu afirmo: Nós seremos lembrados pelas nossas mãos sujas de sangue.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Outubro de 2007.&lt;/b&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-8247327289270600840?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/8247327289270600840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/nossas-maos-estao-sujas-de-sangue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/8247327289270600840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/8247327289270600840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/nossas-maos-estao-sujas-de-sangue.html' title='Nossas mãos estão sujas de sangue'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8nnGSdmI/AAAAAAAAAPU/X1jad6gTLKw/s72-c/Blumenau+Antigo+089.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-1538576581695034300</id><published>2009-10-27T06:27:00.000-07:00</published><updated>2009-11-28T11:36:06.901-08:00</updated><title type='text'>Moralização do espaço urbano?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF7moH3mHI/AAAAAAAAAPE/fU1zuggU0Yc/s1600/77962-004-611D3C12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 373px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF7moH3mHI/AAAAAAAAAPE/fU1zuggU0Yc/s400/77962-004-611D3C12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409240530984343666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno da modernidade foi a expansão crescente da vida urbana. Desde o século XIX, este movimento tem sido quase ininterrupto em todas as partes do mundo. No entanto, a cidade moderna caracterizava-se pela intensidade da vida pública. A rua era o espaço de múltiplas sociabilidades no mundo do trabalho, do lazer e das relações políticas. As vivências múltiplas e contato com a diversidade da rua moderna foram construídas em oposição do contato com seus iguais na vida privada. Nas cidades modernas a rua era um espaço fundamental de construção da cidadania, pois era na rua que se tomava contato com as diferenças e eram ali que estavam evidenciados os conflitos econômicos e de valores estéticos.&lt;br /&gt;No entanto, nas últimas décadas vivemos um momento de ruptura em relação ao conceito de vida urbana. Cada vez mais vivenciamos uma privatização do espaço público e a busca de relações essencialmente mediadas pelo domínio privado. Por isso, observamos o esvaziamento do público na medida em que se valorizam vivências em centros comerciais fechados (chamados de Shoppings), pelo automóvel, pelos condomínios fechados, pelos clubes recreativos etc. As ruas perderam sua ênfase na relação, para valorizar somente a mobilidade no espaço. Assim, a cidade deixou de ser uma experiência pública e de contato com a diferença para ser segregacionista, tornando a população ainda mais dividida socialmente e simbolicamente. Com isto cria-se um ser humano pautado em uma subjetividade cada vez mais centrada em si mesmo, com medo da diferença, e consequentemente, medo da vida pública. É este medo que tem feito pedir cada vez mais controle, repressão e vigília sobre a já restrita vida pública que ainda temos em nossas cidades.&lt;br /&gt;Este movimento pode ser claramente observado nos temas debatidos pelo poder  legislativo blumenauense sobre as formas de uso do espaço público. Este processo de moralização da vida urbana, que divide a sociedade entre pessoas de “bem” e de “mau”, que fala do retorno da família às ruas, não permitirá o aumento da vida urbana, mas ao contrário, criará uma relação ainda mais discriminatória, segregacionista, e consequentemente, ainda mais doentia.&lt;br /&gt;É preciso voltar às ruas, para que possamos fazer um uso público do espaço público. Mas estou certo que não precisamos de mais medidas controladoras e repressoras sobre as formas de uso do espaço. Ao invés disso, precisamos ocupar estes espaços, reconhecendo que os diferentes grupos fazem apropriações distintas do conceito de urbanidade.&lt;br /&gt;Desconfiemos deste “homem de bem”, pois se trata da forma mais cínica de trazer à público os preconceitos de classe e estéticos. É para ele que construímos os pilares da cultura do medo e do enclausuramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Maio de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-1538576581695034300?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/1538576581695034300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/moralizacao-do-espaco-urbano-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1538576581695034300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1538576581695034300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/moralizacao-do-espaco-urbano-um.html' title='Moralização do espaço urbano?'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF7moH3mHI/AAAAAAAAAPE/fU1zuggU0Yc/s72-c/77962-004-611D3C12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-3658323908057445330</id><published>2009-10-27T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-17T10:26:21.860-08:00</updated><title type='text'>Carta Aberta para Clóvis Reis sobre Mobilidade Urbana</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMachado%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p 	{mso-margin-top-alt:auto; 	margin-right:0cm; 	mso-margin-bottom-alt:auto; 	margin-left:0cm; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Caro Clóvis Reis &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Costumo ler e ouvir muitos absurdos na imprensa local, mas nunca tive a mínima vontade de responder formadores de opinião como Tonet, Ostermann e Alexandre José. Não respondo porque sempre desconfio de que as coisas que eles dizem, não se trata necessariamente de suas opiniões, mas estes absurdos são maneiras de gerar polêmica e permitir a circulação de uma leitura muito rasteira de sociedade &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas quando li seu artigo em defesa dos automóveis intitulado “Aumento da área Azul” senti a necessidade de me manifestar. Se escrevo é porque sei que sua opinião é sincera e que você, assim como outros, foi sendo obrigado a utilizar o automóvel privado na medida em que as outras possibilidades de locomoção foram sendo restringidas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Além disso, sei que em uma sociedade em que a regra é sobrepor os interesses privados sobre os interesses coletivos, a confusão entre direitos e privilégios é uma constante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É para garantir os privilégios do teu carro que admitimos a morte anualmente de um milhão de pessoas no mundo pelo trânsito, sem contar as mortes decorrentes de doenças ligadas a poluição atmosférica. Por isso, não basta campanhas moralistas que centram o problema na juventude e no consumo de bebidas, pois o carro em sua essência é uma grande massa de metal se arremessando sobre outros carros e pessoas. Atualmente qualquer deslocamento na cidade implica esquivar-se destas máquinas de destruição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para garantir os privilégios do teu carro é que foram reduzidos os espaços de convivência pública nas cidades. Seu barulho é constante, seu gás é sufocante e somente o espaço que ocupa para o estacionamento é muito superior a área que a maioria das pessoas do planeta utilizada para viver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para garantir os privilégios do teu carro é que a Furb precisou comprar e devastar os terrenos que circundam a Universidade. E como se não bastasse, para garantir seu conforto e sua segurança toda a cobertura do espaço foi tomada por pedra e cimento, impedindo a existência de ambientes humanamente mais agradáveis com gramados, árvores de sombreamento, bancos e mesas em lugares onde as pessoas possam ter uma sociabilidade saudável (como é comum nas grandes Universidades). Além disso, esta minoria que faz uso do carro para se deslocar para a Furb, impossibilita a existência de um terminal de ônibus que garantiria o acesso dos alunos e servidores de Blumenau e das cidades vizinhas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para garantir os privilégios do teu carro é que a Furb e o Giassi construíram a passarela sobre a Rua Antônio da Veiga, já que valoriza o fluxo dos automóveis e torna a vida do ciclista e pedestre ainda mais complicada. Se subir pela passarela é preciso caminhar um trecho de pelos menos uns &lt;st1:metricconverter productid="60 metros" st="on"&gt;60 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; a mais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se insistir em atravessar pela faixa corre-se o risco de ser atropelado, já que com a passarela, ocorreu um aumento da velocidade naquele trecho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Em nenhuma sociedade deste planeta estes privilégios podem ser vistos como direitos. O automóvel privado, assim como as mansões na beira do mar, não pode ser universalizado e por isso a defesa de seu uso é imoral. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Além disso, está mais do que provado de que a saída para os problemas de mobilidade não significa a construção de mais vias para circulação. Tais empreendimentos são resoluções provisórias e têm um alto custo econômico, social e principalmente, ambiental.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Apesar disso, não acho que tenhamos que acabar completamente com o automóvel privado em nossa sociedade contemporânea. Mas tenho certeza que o seu uso precisa ser duramente restringido e aqueles que querem garantir a permanência de tais privilégios, precisam pagar por isso. Muitas cidades que investiram em uma mobilidade urbana humanizada, aumentaram significativamente a tributação na produção, aquisição e circulação de automóveis. Afinal, se seu uso é privado, seus custos não podem ser socializados em detrimento da maioria da população. Diante disso, sou favorável a maior taxação do uso do automóvel &lt;st1:personname productid="em Blumenau. E" st="on"&gt;em Blumenau. E&lt;/st1:personname&gt; quero dizer mais: que os impostos cobrados dos proprietários de automóveis sejam revertidos a fundos públicos de mobilidade. Tal medida permitiria um investimento significativo no transporte coletivo, nas ciclovias e na humanização das nossas cidades. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Abraços,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Ricardo Machado. Outubro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Para conferir o artigo do Clovis Reis acesse:&lt;/p&gt;http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,2694747,13382   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-3658323908057445330?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/3658323908057445330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-clovis-reis-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3658323908057445330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3658323908057445330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/carta-aberta-para-clovis-reis-sobre.html' title='Carta Aberta para Clóvis Reis sobre Mobilidade Urbana'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2258138173384905335</id><published>2009-10-27T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-11-28T11:42:50.448-08:00</updated><title type='text'>Mobilidade Urbana: desafios da cidade contemporânea.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8CVEsuqI/AAAAAAAAAPM/-kznTXxnprk/s1600/Singer5.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 383px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8CVEsuqI/AAAAAAAAAPM/-kznTXxnprk/s400/Singer5.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409241006907112098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador americano Peter Gay já havia afirmado que o ser humano moderno é o ser humano dos movimentos e do movimento. Se a sociedade do século XIX teve sua materialidade possível através do movimento das estradas de ferro, o século XX e XXI(?) se organizaram sob a imagem do automóvel. Na pequena Blumenau, assim como outros lugares do mundo, o século XX também se inaugura com a chegada do primeiro automóvel trazido por Frederico Guilherme Busch em 1903. Com o surgimento do automóvel, surgem as primeiras possibilidades de distinção social ligadas a velocidade de locomoção no espaço. Estes “seres de exceção” que se locomoviam com veículos de autopropulsão desenvolveriam uma das representações centrais em nossa sociedade: a mobilidade privada através do automóvel passa a ser símbolo de ascensão social.&lt;br /&gt;No período após a Segunda Guerra Mundial teremos um movimento de popularização do automóvel e a conseqüente expansão de sua produção, tornando-se principal símbolo da sociedade de consumo que se instaurava. Este processo acarretou uma profunda reorganização urbana que levaram a precarização e destruição das estradas de ferro, a inviabilização de outros meios de transporte como carroças, bicicletas e as caminhadas, o afastamento arquitetônico das residências que ficavam próximas das calçadas, encapamento intenso e constante da superfície terrestre, destruição de espaços públicos e privados para a construção de novas estradas. Assim, as cidades contemporâneas foram tornado-se lugares cinza, ruidosos e mal cheirosos.&lt;br /&gt;Desde então o automóvel tornou-se símbolo de maturidade, status, poder e virilidade. E, sobretudo, sua imagem passou a estar vinculada a idéia de liberdade e velocidade. Para isso, Ivan Illich em seu artigo “Energia e Equidade” apresentou o seguinte raciocínio: “O americano típico dedica mais de 1.500 horas do ano (que são 30 horas por semana, ou 4 horas por dia incluindo domingos) a seu carro. Este cálculo inclui o tempo gasto atrás do volante, andando e parado, as horas de trabalho necessárias para pagá-lo e para pagar o combustível, pneus, pedágios, seguro, multa e impostos. Esse americano precisa de 1500 horas para andar ao ano 10.000 km. Seis quilômetros por hora!” Nos países desprovidos de uma indústria de transporte, as pessoas viajam exatamente nessa velocidade a pé, com a vantagem de poder ir aonde quiserem e de não estar restritas às estradas de asfalto. Ou seja, as promessas publicitárias de liberdade são justamente o lugar da escravidão contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sociedade que tornou o automóvel seu principal símbolo é a mesma que naturalizou duas guerras ligadas a ele: a conquista imperialista pelo petróleo e a violência cotidiana que erroneamente chamamos de “acidentes de trânsito”. Os mesmos que comemoram o “desenvolvimento” econômico pautado no aumento das vendas de automóveis são aqueles que choram com os mortos no trânsito em Blumenau ou na guerra do Iraque. Na Índia as vacas são animais sagrados e o trânsito precisa mudar seu rumo caso encontre com uma delas em sua frente. Na sociedade do automóvel o ser humano foi dessacralizado para se tornar número de estatísticas funerárias.&lt;br /&gt;Ainda diante da tese desenvolvimentista, é preciso afirmar que o problema dos automóveis em nossa sociedade não se restringe à utilização de energia limpa ou suja. Se trata de uma concepção de mobilidade urbana privada e que não corresponde a escala humana. Não há superfície terrestre disponível para os automóveis, sejam eles movidos a álcool, gasolina ou energia solar.&lt;br /&gt;Diante destes e de outros argumentos, movimentos sociais no mundo todo têm colocado o tema de alternativas para mobilidade urbana como pauta central em suas reivindicações. Afinal, as possibilidades do acesso aos equipamentos públicos que garantam a saúde, lazer e educação estão diretamente ligadas às condições de mobilidade. Diante destas pressões, a prefeitura de Blumenau tem (ainda que timidamente) investido na construção de ciclo-faixas em algumas ruas centrais da cidade. Já nestas pequenas medidas tem-se evidenciado a disputa política pelo espaço público através das diversas manifestações contrárias a sua construção. Mas, estas realizações são ainda muito pequenas diante das necessidades locais. Para uma política sincera de mobilidade urbana é preciso um completo reordenamento das prioridades do planejamento urbano, que implicariam nas seguintes medidas: 1) A restrição de velocidade e de acesso a determinadas ruas para os automóveis individuais; 2) Priorizar o transporte coletivo como realmente público, que implicaria na redução (ou que dirá gratuidade) das tarifas, investimento em uma frota moderna e confortável, ampliação de horários e rotas, bem como, melhorias nas condições de trabalho dos trabalhadores do transporte; 3) Planejamento de ciclovias que estejam afastadas ou desvinculadas das estradas para automóveis, garantindo a segurança e o bem estar dos distintos meios de ciclotransporte; 4) Criação de estacionamentos para bicicletas em diferentes pontos da cidade, em especial, próximo aos terminais de ônibus.&lt;br /&gt;Mas todas estas e outras medidas nada significarão se não construirmos um conceito de desenvolvimento que esteja vinculado a garantia da qualidade da vida humana. Para isso, é preciso conceber as cidades como espaço de apropriação pública e coletiva e não de forma privada. Somente assim, construiremos um modelo de mobilidade urbana que garanta a vida e não unicamente o Prozac e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Agosto de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2258138173384905335?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2258138173384905335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/mobilidade-urbana-desafios-da-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2258138173384905335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2258138173384905335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/mobilidade-urbana-desafios-da-cidade.html' title='Mobilidade Urbana: desafios da cidade contemporânea.'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SxF8CVEsuqI/AAAAAAAAAPM/-kznTXxnprk/s72-c/Singer5.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-1862922594814936417</id><published>2009-10-27T06:20:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T06:44:20.388-07:00</updated><title type='text'>Direitos ou Privilégios?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma sociedade em que a regra é sobrepor os interesses privados sobre os interesses coletivos, a confusão entre direitos e privilégios é uma constante. O direito a mobilidade não é a mesma coisa que o direito ao carro, por isso, não podemos ter em nosso horizonte a defesa do automóvel como uma forma justa de deslocamento. O custo social de um carro é muito alto. Assim, mesmo quem não tem automóvel  paga pelo seu uso através da perda da qualidade da vida na cidade e pelo alto direcionamento de verbas públicas que priorizam este tipo de mobilidade.&lt;br /&gt;É para garantir os privilégios dos automóveis que admitimos a morte anualmente de um milhão de pessoas no mundo pelo trânsito, sem contar as mortes decorrentes de doenças ligadas a poluição atmosférica. Atualmente qualquer deslocamento na cidade implica esquivar-se destas máquinas de destruição. Seu barulho é constante, seu gás é sufocante e somente o espaço que ocupa para o estacionamento é muito superior a área que a maioria das pessoas do planeta utilizada para viver.&lt;br /&gt;Em nenhuma sociedade estes privilégios podem ser vistos como direitos. O automóvel privado, assim como as mansões na beira do mar, não pode ser universalizado e por isso a defesa de seu uso é imoral. Apesar disso, não acho que tenhamos que acabar completamente com o automóvel em nossa sociedade. Mas tenho certeza que o seu uso precisa ser duramente restringido e aqueles que querem garantir a permanência de tais privilégios, precisam pagar por isso. Muitas cidades que investiram em uma mobilidade urbana humanizada, aumentaram significativamente a tributação na produção, compra e circulação de automóveis. Afinal, se seu uso é privado, seus custos não podem ser socializados em detrimento da maioria da população.&lt;br /&gt;Diante disso, sou favorável a maior tributação no uso do automóvel em Blumenau. E quero dizer mais: que os impostos cobrados dos proprietários de automóveis sejam revertidos a fundos públicos de mobilidade. Afinal esta política de restrição precisa ser acompanhada pelo investimento significativo em outras formas de mobilidade coletivas e mais compatíveis com a escala humana. Mas é preciso marcar que tais políticas só vão ter eficácia na medida em que tivermos restrições verdadeiras no uso do automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Machado. Outubro de 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-1862922594814936417?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/1862922594814936417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/direitos-ou-privilegios.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1862922594814936417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1862922594814936417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/10/direitos-ou-privilegios.html' title='Direitos ou Privilégios?'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-2711922158098267354</id><published>2009-03-02T06:34:00.000-08:00</published><updated>2009-03-10T07:01:07.094-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavutexC_KI/AAAAAAAAAEs/r-VFjqKsn3g/s1600-h/mulher+vendendo+frutas.+Maputo.+Mo%C3%A7ambique+Mo%C3%A7ambique.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308599050906565794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavutexC_KI/AAAAAAAAAEs/r-VFjqKsn3g/s400/mulher+vendendo+frutas.+Maputo.+Mo%C3%A7ambique+Mo%C3%A7ambique.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;MULHERES&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis então a luz que grafa o que narra o olhar. Porque não se pretende o narrar cego, ainda que mudo de palavras. O verbo existe junto aos olhos que miram a objetiva e ordenam à ação o mecanismo que eterniza um momento, uma idéia, uma possibilidade. Ao falar das mulheres deste mundão por onde já vagaram os pés e as retinas de Ricardo Machado, destas mulheres na Índia, no Moçambique e na Suazilândia, fala-nos o historiador e o cronista das mulheres às margens do Ganges, em prece, às margens da estrada, em espera. A prece poderosa a ungir o corpo na fé e que une as mãos da tibetana a rezar a reza exilada em Dharamshala; a espera que mira os olhos no futuro incipiente e assustado em uma Xai-Xai perdida na savana africana, mas que é, também, a espera nossa de cada dia que, se atenta, também imobiliza. E se varrem as mãos em Varanasi, as mãos também clamam silêncio em Xipamanine, na mesma feira em que mãos selecionam os víveres do amanhã.&lt;br /&gt;A perpassar toda a margem, há o colorido, das roupas, das frutas, de um sorriso e seu pulcro adorno, do tecido que envolve o filho às costas de uma mãe que segue tangida pela existência, donde não se é possível recuar. É a mulher telúrica, de pés descalços, esta que emerge da narrativa, das retinas de Ricardo Machado. A mulher mãe, a mulher trabalhadora, a mulher turba e, ainda, a mulher sombra em uma Goa que bem poderia ser qualquer outro lugar. Porque ser mulher é, ainda, ser um lugar; é, ainda, ser a margem, mas também a cor, a fé, o ventre e a palavra.&lt;br /&gt;Principalmente a palavra, como esta que se quer parir nos lábios e na língua da feirante que posa para a máquina em um dia de sol em Orcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viegas Fernandes da Costa&lt;br /&gt;Historiador e Escritor &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-2711922158098267354?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/2711922158098267354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/03/texto-sobre-exposicao-mulheres-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2711922158098267354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/2711922158098267354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/03/texto-sobre-exposicao-mulheres-de.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavutexC_KI/AAAAAAAAAEs/r-VFjqKsn3g/s72-c/mulher+vendendo+frutas.+Maputo.+Mo%C3%A7ambique+Mo%C3%A7ambique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-4666318698597281051</id><published>2009-03-02T06:07:00.000-08:00</published><updated>2009-03-10T07:03:09.937-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavpTMjKVVI/AAAAAAAAAEk/lHRsn5uvSeo/s1600-h/vendedora+de+frutas.+Orcha.+India.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308593101781751122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavpTMjKVVI/AAAAAAAAAEk/lHRsn5uvSeo/s400/vendedora+de+frutas.+Orcha.+India.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Mulheres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Ricardo Machado*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta exposição traz ao público algumas imagens de mulheres registradas durante viagens pela Ásia e África nos anos de 2008 e 2009. O registro fotográfico permitiu congelar o olhar por alguns instantes de cenas do cotidiano, e que por um momento nos leva a reflexão dos conceitos de modernidade e diferença no mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;Apesar de nas últimas décadas termos vivenciado um investimento num discurso de uma globalização homogeneizadora, ao observar estas imagens é preciso reconhecer que a dita globalização tomou sentidos muitos distintos nos diferentes lugares do planeta. Não se trata de dizer que há uma essência cultural que está sendo, ou mesmo que, deveria ser preservada. Nem mesmo que vivemos a antiga dicotomia iluminista da disputa entre tradição/ modernidade ou particularismo/universalismo. Trata-se de pensamos nos efeitos de tradução, que permitem uma hibridização de idéias, valores e normas comportamentais. O olhar, as formas de sentar, de orar e de vestir destas mulheres indicam as variadas formas de “tradição” e “tradução”, onde é possível reconhecer um conjunto disseminado de modernidade vernáculas. Neste sentido, a tradição funciona como “repertórios de significados, onde os indivíduos recorrem a estes vínculos e estruturas nas quais se inscrevem para dar sentido ao mundo, sem serem rigorosamente atados a eles em cada detalhe de sua existência” (HALL, 2003. p.70). Podemos dizer que o “projeto” global do ocidente que tem se expandido desde o século XV, produziu efeitos distintos de modernidade. No entanto, estes efeitos não podem ser simplesmente vistos como algo celebrativo: muitas vezes implicaram diversos custos sociais que levaram às múltiplas estratégias de extermínio bio-político. Mas que, apesar disso, permitiram que estas populações escrevessem na narrativa histórica do mundo diferentes conceitos de modernidade.&lt;br /&gt;Em datas como esta, onde a imagem feminina está em evidência e dá-se um caráter celebrativo, é preciso tomar a palavra mulher sempre no plural. Pois o mundo contemporâneo é feito de mulheres que interpretam a palavra cultura de formas muito distintas. Por isso, temas como sexualidade, maternidade, formação intelectual, vida familiar e social não podem ser tomados como homogêneos. Desta forma, para aqueles que têm somente a imagem destas mulheres através do registro fotográfico, resta perguntar: quem são estas mulheres? Como vivem? Quais são seus sonhos e desejos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;HALL, Stuart. &lt;strong&gt;Da diáspora&lt;/strong&gt;: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2003. 410 p&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-4666318698597281051?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/4666318698597281051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/03/exposicao-mulheres-por-ricardo-machado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4666318698597281051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4666318698597281051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/03/exposicao-mulheres-por-ricardo-machado.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SavpTMjKVVI/AAAAAAAAAEk/lHRsn5uvSeo/s72-c/vendedora+de+frutas.+Orcha.+India.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-5569836981454900311</id><published>2009-02-26T18:09:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T18:24:15.800-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadOPSGDU-I/AAAAAAAAAEc/ud2QxWGem6s/s1600-h/Viagem+Africa+436.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307296710341645282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadOPSGDU-I/AAAAAAAAAEc/ud2QxWGem6s/s400/Viagem+Africa+436.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Museu da Revolução estava fechado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A placa dizia: em obras! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o vermelho da camisa &lt;/div&gt;&lt;div&gt;da moça que espera &lt;/div&gt;&lt;div&gt;era o mesmo vermelho de antes&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de outro texto em letras brancas, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;a moça que espera &lt;/div&gt;&lt;div&gt;continuava a esperar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Maputo, Moçambique. 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-5569836981454900311?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/5569836981454900311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/o-museu-da-revolucao-estava-fechado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/5569836981454900311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/5569836981454900311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/o-museu-da-revolucao-estava-fechado.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadOPSGDU-I/AAAAAAAAAEc/ud2QxWGem6s/s72-c/Viagem+Africa+436.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-1213661520486990204</id><published>2009-02-26T18:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T18:06:54.237-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadKkp3Sl6I/AAAAAAAAAEM/KyxK5t3CyCQ/s1600-h/India+028.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307292679452923810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadKkp3Sl6I/AAAAAAAAAEM/KyxK5t3CyCQ/s320/India+028.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadJvvcyHwI/AAAAAAAAAEE/k-ainFq4hcI/s1600-h/India+028.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Em Mumbai visitamos uma bela mesquita chamada Haji Ali que foi construída no século XIII. Já de cara o que nos impressionou foi sua localização: ela situa-se no meio de uma baía nas áreas centrais da cidade. É preciso caminhar cerca de quinhentos metros por um caminho de concreto que vai da margem até a mesquita. Mas isso só é possível de ser feito nos períodos em que a maré está baixa, pois no período de cheia este caminho fica submerso impedindo a passagem. Por isso, antes de ir orar para Alá é preciso informar-se sobre a maré.&lt;br /&gt;Este foi um dos lugares aonde a segurança foi mais rigorosa. Fomos revistados em duas portarias diferentes. Sendo que na primeira aconteceu algo de curioso: ao passar pelos guardas tive que mostrar nossa câmera fotográfica. Então em um inglês bastante rudimentar, o guarda pediu que eu fizesse algo que não entendia com a câmera. Após vários minutos insistindo para ele que era só uma câmera, entendi que ele queria que eu dispara-se uma foto para o vazio como uma forma de certificar-se de que era realmente uma câmera fotográfica.&lt;br /&gt;Ao sair da mesquita encontrei Daiana conversando com uma família de hindús. Sim, isto mesmo, uma família de hindus. Isto é um elemento que considerei muito importante e que aconteceu vários templos. É comum encontrar indivíduos das mais diversas religiões visitando templos sagrados de outras religiões. Aquela família fazia isto, pois eram tão turistas quanto nós. Vinham do estado de Kerala para participar de um casamento em Mumbai. Tratava-se de um tradicional casal e duas jovens filhas com roupas mais ocidentalizadas. As moças estavam empolgadas em poder conhecer e trocar algumas palavras com Daiana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-1213661520486990204?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/1213661520486990204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/em-mumbai-visitamos-uma-bela-mesquita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1213661520486990204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/1213661520486990204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/em-mumbai-visitamos-uma-bela-mesquita.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadKkp3Sl6I/AAAAAAAAAEM/KyxK5t3CyCQ/s72-c/India+028.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-3033899284702533075</id><published>2009-02-26T17:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T18:00:13.367-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mumbai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente Mumbai é a porta de entrada e de saída da Índia. Estivemos três vezes na cidade: na chegada quando ficamos quatro dias na cidade; depois dormimos uma noite na famosa estação de trem Chhatrapati Shivaji Terminus à caminho de Goa e por ultimo nas três noites que antecederam nossa partida. E nos relacionamos de maneiras muito distintas com a cidade. De maneira que quando recordo, parecem ser lugares diferentes. Talvez seja porque nós já não éramos os mesmos. Nossos sentidos olhar já estavam voltados para outras sensações&lt;br /&gt;Com mais de 16 milhões de habitantes, Mumbai é a cidade mais populosa da Índia. Simplificando, ela esta dividida em duas: o norte, mais pobre e tido como “atrasado” e o sul visto como mais desenvolvido. E é no sul que normalmente se situam os lugares mais visitados pelos turistas. É sem dúvida o lugar da Índia onde a classe média parece mais presente. Mas isso não significa que se parece uma simples cidade moderna. O charme de Mumbai está justamente na capacidade de conciliar todas estas dimensões. É uma cidade que parecem muitos universos dentro de si mesma. Andar por suas ruas é sempre perder-se diante de uma diversidade de tipos.&lt;br /&gt;Em Mumbai visitamos os parques, os museus, os monumentos e tudo mais, no entanto, a sensação que ir em busca destes lugares era mais fantástico do que estar neles. Aprende-se dentro dos museus, mas foi nas barulhentas ruas que aprendíamos ainda mais sobre a índia. Por isso, caminhávamos sem pressa para poder observar, mas também porque seria impossível de outra maneira. Os vendedores fazem de tudo para chamar sua atenção para negociar todo o tipo de coisas.&lt;br /&gt;Nossas primeiras excursões foram nos lugares turísticos bem ao sul chamado Colaba. Nosso primeiro almoço foi no charmoso e tradicional  Leopold Café que existe desde 1871. Com um ambiente pouco iluminado, carregado de pinturas e espelhos pela parede, este restaurante serve deliciosos pratos indianos. É comum estar lotado, geralmente viajantes mochileiros de todos os cantos do mundo vem para comer boa comida  e tomar cervejas geladas.&lt;br /&gt;Do Leopold são poucos minutos caminhando até o Portal da Índia em frente ao luxuoso Hotel Taj. Há turistas, mas como em outros lugares os indianos são sempre maioria nos lugares onde visitamos. Isto é muito característico, indianos de outras regiões, pobres e ricos, costumam visitar e conhecer os lugares de seu país. Por isso, são raros os lugares aonde você tem a sensação de ser mesmo um estrangeiro.&lt;br /&gt;Do portal da Índia saem continuamente barcos para a Ilha de Elefanta que fica a 10 quilômetros da costa.  Para quem gosta de arqueologia, este é sem dúvida um banho de história. A viagem demora uns 40 minutos até a ilha, e ao chegar percorre-se uma longa subida até as cavernas. Esculpido no século VI D.C., dentro de uma montanha, um enorme e majestoso templo hinduísta escavado na rocha me deixou maravilhado. Embora Vishnu, Ganesha e os principais deuses hindús estejam representados, Elefanta é sem dúvida um domínio de Shiva apresentado ora como asceta, ora como Nataraja, o deus-dançarino, como Trimurte, em que aparece com 3 rostos, e até com uma metade feminina, concentrando os princípios ativo e passivo do mundo. Além de esculturas isoladas, painéis ricos em detalhes contam passagens da vida e das obras de Shiva.&lt;br /&gt;Foi na primeira e maior caverna que aconteceu pela primeira  vez e por isso marcante: a cena de uma fotografia. Estávamos fazendo fotos dentro da caverna, quando um indiano sem dizer uma palavra me entrega no colo um pequeno bebê. Olhei para ele sem endender nada e descobri que ele queria que batêssemos uma foto segurando seu filho. Aceitamos , e por tabela aceitamos uma seção de fotos com a sua família. Inicialmente ficamos constrangidos e achamos muito engraçado, mas depois entendemos. Havia curiosidade mútua, por isso para eles era interessante levar um registro de um encontro com dois “estranhos” como nós. Resta dizer também  que  de uma maneira geral, os indianos fotografam a si mesmos de uma maneira muita particular. Sempre se colocam sérios e de maneira ereta diante da câmera. De maneira que lembra muito aquelas fotografias preto em branco anteriores aos anos cinqüenta que tínhamos nas casas de nosso avós.&lt;br /&gt;Ao caminhar e ir aos poucos descobrindo as diversas cavernas, é constante a presença de macacos e cães que vivem das sobras dos turistas. Lembro-me em determinado momento querermos descansar e comer o lanche que havíamos levado na mochila.  Simplesmente, ao tocar na mochila com intuito de retirar o lanche já havia diversos macacos se aproximando muito rápido. A saída foi deixar a comida para mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-3033899284702533075?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/3033899284702533075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/mumbai-normalmente-mumbai-e-porta-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3033899284702533075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/3033899284702533075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/mumbai-normalmente-mumbai-e-porta-de.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-631116942899000817.post-4414686919292990108</id><published>2009-02-26T17:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T19:18:16.102-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Viagem a Índia&lt;br /&gt;Ricardo Machado e Daiana Schvartz&lt;br /&gt;De 09 de dezembro de 2007 à 1º de fevereiro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mumbai - Do dia 11/12/2007 ao dia 15/12 –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando...&lt;br /&gt;Após quase três dias dentro de aviões e aeroportos finalmente às 11:20 chegamos ao nosso destino. Aquilo que era um frio na barriga ao longo da viagem, tornou-se um calafrio pelo corpo todo ao sobrevoar a cidade de Bombay ou Mumbai (como os indianos preferem). Do avião avistava-se uma extensão de terra úmida com algumas elevações e platôs. Depois, já bem próximo da terra, via-se a imagem de um aglomerado de casas e casebres que se situavam as margens do a&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadITdc0SCI/AAAAAAAAAD8/QOn56ChRfvw/s1600-h/India+215internet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307290185039628322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadITdc0SCI/AAAAAAAAAD8/QOn56ChRfvw/s200/India+215internet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eroporto.&lt;br /&gt;Logo nos primeiros passos que demos em terra firme recebemos uma daquelas fichas de preenchimento da imigração. Este que poderia ser um procedimento normal, fez definitivamente sentirmos: estamos na Índia. Afinal, todos os turistas pegaram as fichas e foram sentando ali mesmo no chão apoiando-se em pilares ou paredes para poder preencher. Foi estranho ver aquela gente toda um pouco assustada (como nós) e agoniados para o preenchimento do jeito que dava, ali no chão, um emprestando caneta do outro. Mas depois de pronto, caminhamos por um interminável corredor e no fim nos deparamos com um lugar próprio para preencher tais documentos. Olhei para Daiana e rimos juntos: “ahaaá, os estrangeiros acharam que não haveria um lugar decente nem para escrever.” Todos haviam subestimado os indianos.&lt;br /&gt;Ao sair do aeroporto já nos deparamos com uma daquelas imagens inesquecíveis (como muitas outras). Ao botar o pé fora do aeroporto estávamos diante de um turbilhão de pessoas, com muito barulho e muito alvoroço. Alguns esperavam alguém, mas muitos estavam ali por nossa causa, pois ofereciam uma infinidade de serviços. Para nós era algo fantástico e ao mesmo tempo um tanto assustador. Afinal, por mais que nossa formação intelectual nos fez conhecer muita coisa e abrir mão de muitos preconceitos, para quem cresceu assistindo Indiana Jones é muito fácil desconfiar de alguém de turbante e barba longa. Nos filmes, estes “estranhos” sempre se apresentavam de maneira amável oferecendo tudo o que estava ao seu alcance, mas diante de qualquer vacilo sempre acabavam enganando ou roubando algo de precioso do mocinho do filme. De qualquer forma estávamos ali, diante de um turbilhão de gente com suas expressões, cores, roupas, turbantes, barbas completamente diferente do que estávamos acostumados a conhecer. Ao nos ver diversas pessoas começaram a insistir para nos levar com seu táxi e outras coisas que nem mesmo entendi. Após uma rápida ligação para a amiga que iria nos receber, a saída foi pegar um táxi pré-pago. Ao entregar o endereço escrito em um papel em uma janelinha, lá dentro uns três ou quatro homens discutiam o nosso endereço. Nervosos, achávamos que eles nunca achariam nosso caminho para explicar para o taxista. Mas depois de alguns intermináveis minutos, finalmente nos entregou um tíquete indicando para o taxista nosso destino (depois descobrimos que realmente faltava uma informação no endereço).&lt;br /&gt;Nosso taxista estava todo vestido de branco com uma roupa tradicional ainda bastante utilizada. Trata-se daqueles panos brancos amarrados na cintura na forma de uma calça e uma camisa branca longa até quase o meio das coxas. Logo, descobrimos que ele não falava quase nada em inglês. Ele colocou nossas duas mochilas gigantes em um pequeno porta-malas. Como a metade das malas ficaram para fora, a saída foi amarrar com uma corda. Olhei aquilo e confesso que sinceramente duvidei se nossas malas chegariam ao nosso destino. Lembro-me que ao longo da viagem de uns 45 minutos a cada barulho que escutava eu falava com o taxista: the bags, ok? Ok?. Ele se mostrou extremamente tranqüilo com a situação.&lt;br /&gt;Eis que estávamos diante do famoso trânsito indiano. Realmente é algo um tanto insensato para nós. É algo praticamente inexplicável. Primeiro que a direção, mais do que visual, para eles é auditiva: isso justifica o uso das buzinas. Normalmente os carros não têm retrovisores, ou quando tem eles estão virados para o lado de dentro, então na medida que o motorista vai mudando de fila, é mão na buzina e pronto! Vai se achando um espaço para ele. Geralmente não se segue uma fila de carros, mas vão entrando e saindo aonde houver espaço. Diante disso tudo é muito comum os carros passarem muito perto uns dos outros. Lembro-me que nas primeiras viagens de táxi andávamos com o coração na boca e com os pés em freios imaginários porque tínhamos a sensação que uma batida era algo eminente. Depois de algum tempo na Índia nos acostumamos com a situação e percebemos que apesar disso tudo, os carros não batem uns nos outros. Os motoristas são muito tranqüilos e normalmente sua velocidade não ultrapassa dos 60 por hora.&lt;br /&gt;Ainda no caminho para o centro de Mumbai íamos dando conta do que é a Índia. Nosso olhar estava carregado de curiosidade e também de admiração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/631116942899000817-4414686919292990108?l=ricardo-terceiramargem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/feeds/4414686919292990108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/viagem-india-ricardo-machado-e-daiana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4414686919292990108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/631116942899000817/posts/default/4414686919292990108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ricardo-terceiramargem.blogspot.com/2009/02/viagem-india-ricardo-machado-e-daiana.html' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333376623037622374</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp1.blogger.com/_lKC9ZTy_gvI/SIjBMzmUTjI/AAAAAAAAACE/hvUNldk6s0w/S220/ricardo%2520-%2520uma%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lKC9ZTy_gvI/SadITdc0SCI/AAAAAAAAAD8/QOn56ChRfvw/s72-c/India+215internet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
